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Nesta sexta-feira (5), o New York Times publicou uma reportagem investigativa que aponta que membros dos Navy SEALs, força de elite da Marinha dos Estados Unidos, mataram civis norte-coreanos durante uma operação secreta em 2019. A missão tinha como objetivo instalar um dispositivo de escuta em território norte-coreano, em meio a negociações diplomáticas entre Washington e Pyongyang.
Segundo a publicação, os civis estavam em um barco pesqueiro quando se depararam com os militares norte-americanos. Os agentes abriram fogo, resultando em mortes cujo número exato não foi revelado. Fontes anônimas, incluindo oficiais militares e ex-agentes, confirmaram os detalhes.
A investigação revelou ainda que o então presidente Donald Trump teria aprovado a ação durante seu primeiro mandato, enquanto buscava acordos históricos com o líder norte-coreano Kim Jong-un para encerrar o programa nuclear e de mísseis balísticos.
Uma revisão interna do Pentágono concluiu que os disparos foram justificados pelas regras de engajamento. No entanto, a repercussão do caso reacende debates sobre os limites das operações clandestinas em cenários de tensão diplomática.
Procurados pelo NYT, a Casa Branca, o Pentágono e a Embaixada dos EUA em Seul não se pronunciaram sobre o relatório.