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A madrugada desta quarta-feira (10) foi marcada por uma grave escalada no conflito do Leste Europeu. A Força Aérea da Polônia disparou contra drones russos que violaram o espaço aéreo do país durante ataques realizados ao oeste da Ucrânia. O ministro da Defesa, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, confirmou a reação militar e destacou a comunicação direta com o comando da OTAN.
Segundo o comando operacional das Forças Armadas polonesas, radares detectaram mais de dez objetos hostis em território nacional, configurando uma “violação sem precedentes” do espaço aéreo de um país membro da Aliança Atlântica. Parte desses drones foi abatida, e equipes estão em busca dos possíveis locais de queda.
O primeiro-ministro Donald Tusk classificou a incursão como uma “provocação em grande escala” da Rússia. Já o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, alertou que o episódio abre um “precedente extremamente perigoso para a Europa”, reforçando o pedido por uma resposta firme do Ocidente.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também se manifestou, condenando a ação russa como uma “violação imprudente” e reafirmando a solidariedade total da União Europeia à Polônia.
Com fronteiras diretas com a Ucrânia e a Rússia, a Polônia mantém alerta máximo de suas defesas aéreas, em cooperação com aeronaves aliadas da OTAN. O episódio amplia as tensões regionais e pressiona o bloco europeu e a aliança militar a responderem diante do risco de expansão do conflito.