
Ministro da Justiça determinou abertura de inquérito para apurar origem e circulação da substância em bebidas adulteradas - © Shutterstock
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou nesta terça-feira (30) que solicitou à Polícia Federal (PF) a abertura de inquérito para investigar a procedência e uma possível rede de distribuição do metanol que causou a intoxicação de pelo menos 10 pessoas no estado de São Paulo, após consumo de bebida adulterada.
“Tudo indica que há uma distribuição para além do estado de São Paulo. Portanto, sendo uma ocorrência que transcende limites de um estado, isso atrai a competência da Polícia Federal”, explicou o ministro, durante coletiva de imprensa.
Além disso, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom) foi acionada para instaurar inquérito administrativo a fim de apurar o caso do ponto de vista do direito do consumidor.
Segundo Lewandowski, os responsáveis podem responder por crimes previstos no Código Penal e no Código de Defesa do Consumidor. “Tomamos providências enérgicas para identificar a origem e restringir a circulação desses produtos claramente intoxicantes para a população. Também estamos em cooperação com o Ministério da Saúde”, destacou.
De acordo com o governo paulista, desde junho deste ano foram confirmados seis casos de intoxicação por metanol, associados ao consumo de bebida adulterada. No total, dez casos estão sob investigação, dos quais cinco resultaram em morte – entre as vítimas, um homem de 58 anos em São Bernardo do Campo, outro de 54 anos na capital paulista e um terceiro, de 45 anos, ainda sem residência identificada.
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Polícia