Governo Lula vira o jogo e enfraquece relatório de Derrite que retirava poderes da PF


Após forte reação pública e política, relator recua em pontos polêmicos do projeto de lei antifacção que limitavam a atuação da Polícia Federal (foto © Reprodução- Facebook - Guilherme Derrite)

Integrantes do governo Lula (PT) e parlamentares aliados avaliaram como uma vitória política o recuo do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) no relatório do projeto de lei antifacção. A proposta original apresentada pelo parlamentar, ligado ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), previa alterações que esvaziavam as competências da Polícia Federal no combate ao crime organizado — o que gerou grande repercussão negativa.

Segundo fontes do Planalto, a tentativa de enfraquecer a PF acabou se tornando um “tiro no pé” da direita, permitindo ao governo federal retomar o controle do debate público em torno da segurança. A reação foi imediata: ministros, parlamentares e a própria Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência lançaram vídeos e campanhas explicativas nas redes, destacando os riscos do texto de Derrite.

O relator havia sido indicado na sexta-feira (7) pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decisão vista como um revés para o governo. No entanto, após intensa pressão política e reação da sociedade civil, Derrite voltou atrás e anunciou nesta terça-feira (11) a retirada dos pontos mais polêmicos do parecer — entre eles o que reduzia o papel da PF e o que equiparava facções criminosas a grupos terroristas.

O recuo foi celebrado por aliados do presidente Lula, que enxergaram na mudança de rumo um reforço à imagem da Polícia Federal como instituição essencial no combate ao crime e à corrupção. “A defesa da PF é uma pauta que tem grande apoio popular”, comentou um assessor do Planalto.

Mesmo com o desfecho favorável, o governo adota cautela. A votação do projeto está prevista para esta quarta-feira (12), e a oposição deve tentar reintroduzir trechos que associam terrorismo e facções criminosas.

Enquanto isso, Derrite, que agora busca minimizar o episódio, afirmou que sua decisão não foi um recuo, mas “estratégia”. O caso acabou ampliando sua visibilidade nacional — em um momento em que seu nome começa a ser cogitado para disputar o Senado ou o Governo de São Paulo nas próximas eleições.


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