
Produção mistura bastidores reais e dramatização sobre presas famosas de São Paulo; episódio com promotor existiu, mas romance nunca foi comprovado
A nova série “Tremembé”, da Prime Video, está dando o que falar nas redes sociais. Inspirada nos livros do jornalista Ullisses Campbell, a trama mergulha nos bastidores da penitenciária paulista que abriga algumas das presas mais conhecidas do Brasil — entre elas, Suzane von Richthofen, Elize Matsunaga e Anna Carolina Jatobá.
Um dos episódios mostra Suzane denunciando um promotor por comportamento inapropriado, cena que gerou dúvidas sobre sua veracidade. De acordo com o livro “Assassina e Manipuladora”, de Campbell, o episódio tem base em fatos reais — mas com contornos de ficção dramática adicionados pela produção.
O que de fato aconteceu:
Em 2009, Suzane procurou o Ministério Público alegando estar sofrendo ameaças dentro da penitenciária de Ribeirão Preto. Foi então que conheceu o promotor Eliseu José Berardo Gonçalves, responsável por investigar o caso. Segundo relatos citados pelo jornalista, as conversas entre os dois se tornaram frequentes, e durante um encontro que durou cerca de dez horas, teriam conversado até sobre o assassinato dos pais de Suzane.
O promotor acabou sendo suspenso por 22 dias pelo Ministério Público de São Paulo por “conduta inadequada”. Ele negou as acusações, alegando que as provas eram falsas e que as testemunhas mentiram.
E o suposto romance?
O promotor acabou sendo suspenso por 22 dias pelo Ministério Público de São Paulo por “conduta inadequada”. Ele negou as acusações, alegando que as provas eram falsas e que as testemunhas mentiram.
E o suposto romance?
A série insinua que houve um pedido de beijo e até uma aproximação afetiva entre os dois. No entanto, não há comprovação judicial ou documental de que isso tenha ocorrido. Esses detalhes foram descritos em livros e incorporados à narrativa da série, mas nunca confirmados oficialmente.
Ficção com base na realidade
“Tremembé” mistura fatos documentados com dramatizações criadas para explorar o psicológico das detentas e a tensão dentro do presídio. Assim como em outras produções baseadas em crimes reais, o limite entre o que é verdade e o que é criação artística nem sempre é claro — o que aumenta ainda mais o interesse do público.
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