
Treinador do Flamengo celebra a conquista após vitória sobre o Ceará e destaca estudo, dedicação e respeito a colegas de profissão (foto © Getty Images)
O Flamengo confirmou, na madrugada de quarta para quinta-feira, mais um título do Campeonato Brasileiro, com uma rodada de antecedência, ao vencer o Ceará por 1 a 0. O gol que garantiu a vitória e consolidou a conquista foi marcado por Samuel Lino, coroando uma semana histórica para o clube, poucos dias após o triunfo na final da Libertadores contra o Palmeiras, comandado por Abel Ferreira.
Com o título, Filipe Luís entrou definitivamente para a história do futebol nacional. Ele se tornou o único profissional a vencer Copa do Brasil, Brasileirão e Libertadores tanto como jogador quanto como treinador — um feito inédito no país.
Mesmo após superar Abel Ferreira na luta direta pelo troféu, Filipe Luís fez questão de elogiar o treinador português. Em entrevista à ESPN Brasil, destacou que a excelência profissional vai além de nacionalidades.
“Acredito que quem estuda não tem passaporte. Se você estuda, ama futebol, vive isso, aprende e aplica o conhecimento onde estiver”, afirmou.
O técnico também citou profissionais brasileiros que admira, como Mozart (Coritiba) e Eduardo Guanaes (Mirassol), além de relembrar a forte influência de Jorge Jesus, seu antigo treinador no Flamengo.
Segundo ele, diversos estrangeiros marcaram época no Brasileirão:
“Artur Jorge, Abel, que para mim é o número um, e Jorge Jesus, o melhor de todos os tempos no Brasileirão. Todos deixaram algo e a gente aprende com eles”, disse.
Filipe Luís comentou ainda sobre os desafios enfrentados durante a temporada. Segundo ele, o técnico Cuca foi quem mais o exigiu taticamente em 2024.
“Talvez o treinador que mais me tirou o sono este ano tenha sido o Cuca. Nos jogos da Copa do Brasil eu não conseguia achar soluções. Precisei estudar muitas horas até encontrar um caminho no jogo da volta”, relatou.
O treinador ressaltou o esforço necessário para competir no torneio nacional.
“O que mais me deixa orgulhoso é o Brasileirão, que para mim é o campeonato mais difícil. São muitos desafios e pouco tempo para preparar. Ainda assim, tivemos os melhores números em tudo”, avaliou.
Ele destacou ainda o peso da responsabilidade no cargo:
“O treinador passa noites pensando em soluções e com medo de perder, mas eu sempre acreditei. Sempre disse que seria campeão do Flamengo como treinador e estudei muito para isso. Tenho muita ambição e vou passar isso para os jogadores.”
Em reta final de contrato, Filipe Luís reafirmou o desejo de permanecer no clube.
“Se depender de mim, estou renovado. Quero ficar, sou feliz aqui e minha família também. Preciso conquistar o direito de continuar. Trabalho muitas horas todos os dias e vou seguir assim”, concluiu.
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