
Bloqueio já supera R$ 27 milhões; instituição teve acessos ao sistema retirados e segue sob investigação (foto © Shutterstock)
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) determinou a suspensão, em caráter cautelar, do repasse dos valores descontados de empréstimos consignados e cartões de crédito vinculados ao Banco Master. A decisão, assinada pelo presidente do órgão, Gilberto Waller Júnior, no dia 26, já resultou no bloqueio de R$ 27 milhões até esta terça-feira (9).
De acordo com o INSS, a medida busca interromper eventuais irregularidades e proteger o interesse público. A suspensão permanecerá válida até a conclusão do processo aberto para apurar problemas no Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado com o Banco Master.
A manifestação que embasa a decisão partiu da Diretoria de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão (Dirben) e da Procuradoria Federal Especializada do órgão. Em outubro, o INSS já havia informado que não renovaria o ACT que autorizava o banco a operar crédito consignado para aposentados e pensionistas, o que removeu a instituição do credenciamento para novas operações.
O órgão também solicitou ao Dataprev a retirada dos acessos do banco aos ambientes operacionais do sistema de consignados. Entre os motivos da suspensão estão o elevado número de reclamações em plataformas oficiais e relatos de cobranças indevidas, dificuldades para cancelamento e operações não reconhecidas por beneficiários.
A autarquia afirma haver indícios de descumprimento de normas que regulam o crédito consignado, como a exigência de autorização expressa do beneficiário, autenticação biométrica, guarda adequada de documentos e responsabilidade do banco sobre a atuação de correspondentes.
O caso ganhou ainda mais repercussão com a atuação da CPI que investiga desvios em aposentadorias no INSS. Na última semana, o colegiado aprovou a convocação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para prestar esclarecimentos.
Ele também é investigado pela Polícia Federal por suposta participação na emissão de títulos de crédito falsos. Em novembro, Vorcaro chegou a ser preso no aeroporto de Guarulhos sob suspeita de risco de fuga e atualmente usa tornozeleira eletrônica.
O BRB, banco estatal do Distrito Federal, teria pago R$ 12,2 bilhões ao Master em operações relacionadas ao caso. A reportagem buscou posicionamento do Banco Master, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.
👉 Siga @agencia_rondonia para mais notícias e atualizações.
📲 Entre também no nosso grupo de WhatsApp e receba notícias em tempo real: Clique aqui para participar.
Se desejar, posso produzir também uma versão resumida para redes sociais ou um título alternativo.
Tags
BRASIL