
Técnico italiano ainda busca definir base da Seleção Brasileira a menos de seis meses do Mundial, em cenário de transição e concorrência intensa por posições (foto © Getty)
A menos de seis meses da Copa do Mundo, o técnico Carlo Ancelotti trabalha para definir o elenco da Seleção Brasileira que disputará o torneio na América do Norte. O grupo de 26 jogadores ainda não está fechado e, diferentemente de ciclos anteriores, até mesmo o time titular segue com vagas em aberto.
No ciclo passado, sob o comando de Tite, o Brasil chegou aos meses finais antes do Mundial de 2022 com uma espinha dorsal praticamente definida, restando apenas ajustes pontuais. Agora, Ancelotti conduz a equipe em um ambiente de transição, no qual convivem remanescentes do período anterior e novos atletas que ainda buscam se firmar.
O tempo é um fator de pressão para o treinador italiano. Desde que assumiu a seleção em maio de 2025, Ancelotti comandou oito partidas — quatro pelas Eliminatórias e quatro amistosos. Nesse período, convocou 48 jogadores, utilizando 42 deles. Apenas Antony, Ederson, João Gomes, John, Léo Ortiz e Luciano Juba não chegaram a entrar em campo.
Entre os atletas utilizados, Bruno Guimarães foi o mais constante, presente em todos os jogos. Casemiro e Estêvão ficaram fora de apenas uma partida cada. O trio integra um grupo de 18 jogadores que, segundo o próprio treinador, já estariam praticamente garantidos na Copa, embora Ancelotti evite divulgar oficialmente essa lista.
Com oito vagas ainda em disputa, a concorrência envolve atletas de todas as posições. O treinador já adiantou que a convocação para os amistosos de março deverá ser muito próxima da lista final para o Mundial.
Até o momento, Ancelotti ainda não repetiu nenhuma escalação e obteve 58,3% de aproveitamento, com quatro vitórias, dois empates e duas derrotas. A equipe marcou 14 gols e sofreu cinco.
“Faltam dois amistosos e seis meses de jogos em um calendário muito exigente, com risco alto de lesões, mas acredito que a equipe e o ambiente estão no caminho certo para chegar bem à Copa”, avaliou Ancelotti. Ele é o quarto técnico da Seleção no ciclo 2022/26, fator que dificultou a consolidação de uma base com antecedência.
Jogos do Brasil no Grupo C da Copa do Mundo
- Brasil x Marrocos – 13 de junho, às 19h (de Brasília), no MetLife Stadium, em East Rutherford
- Brasil x Haiti – 19 de junho, às 22h (de Brasília), no Lincoln Financial Field, na Filadélfia
- Escócia x Brasil – 24 de junho, às 19h (de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens
A comparação com o ciclo anterior é inevitável. Em 2022, Tite encerrava um trabalho de seis anos e utilizava os meses finais apenas para ajustes táticos. A hierarquia era clara, com referências como Alisson, Marquinhos, Casemiro, Neymar e Richarlison, além de reservas com funções bem definidas.
Com Ancelotti, o cenário é diferente. A hierarquia ainda está em construção e o treinador adota um modelo mais flexível, priorizando o momento dos atletas. Nesse contexto, Neymar é o nome que gera mais debate.
Em 2022, o camisa 10 era a principal referência técnica da seleção e chegava ao Mundial em boa forma física. Agora, convivendo novamente com lesões e sem sequência de jogos, ele ainda não teve oportunidade de atuar sob o comando de Ancelotti. O técnico tem sido direto ao afirmar que apenas jogadores em plena condição física disputarão a Copa.
Atualmente, Neymar se recupera de uma cirurgia no menisco do joelho esquerdo, realizada em 22 de dezembro, em Belo Horizonte. A previsão médica é de retorno aos gramados a partir de fevereiro. No último dia do ano, o Santos anunciou a renovação de seu contrato até o fim de 2026, movimento visto como estratégico para que o jogador tente recuperar a forma ideal a tempo de ser observado pela comissão técnica.
A disputa ofensiva é intensa. Até agora, 13 jogadores já foram testados no setor. Seis deles estão entre os nomes de confiança de Ancelotti e aparecem com presença praticamente assegurada na Copa: Vinicius Junior, Rodrygo, Estêvão, Raphinha, Gabriel Martinelli e Matheus Cunha.
Antes da convocação final, a Seleção Brasileira ainda fará dois amistosos importantes, contra França e Croácia, nos dias 26 e 31 de março, que devem ser decisivos para as últimas definições do elenco.
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