INSS atualiza tabela de contribuições para 2026; descontos começam a valer em fevereiro


Novas alíquotas atingem trabalhadores com carteira assinada, domésticos, avulsos, autônomos e MEIs, com reajuste baseado na inflação de 2025 (foto © Getty Images)

Profissionais com carteira assinada, empregadores de trabalhadores domésticos e contribuintes avulsos passaram a ter novos valores de contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em 2026. A atualização da tabela entrou em vigor em 1º de janeiro, mas os descontos começam a ser aplicados nos salários pagos a partir de fevereiro.

A nova tabela foi divulgada pela Previdência Social e teve como base a inflação acumulada em 2025, de 3,90%, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). O mesmo índice foi utilizado para o reajuste das aposentadorias acima do salário mínimo. Em janeiro, os segurados ainda recolhem a contribuição referente a dezembro, motivo pelo qual os novos valores passam a ser efetivamente descontados apenas em fevereiro.

Nova tabela de contribuição do INSS

Para trabalhadores com carteira assinada, empregados domésticos e trabalhadores avulsos, as alíquotas são progressivas e aplicadas por faixa salarial, conforme definido após a reforma da Previdência de 2019. A tabela ficou definida da seguinte forma:

  • Até R$ 1.621,00: 7,5%
  • De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%
  • De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%
  • De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%

O teto do INSS passou para R$ 8.475,55. O recolhimento dos assalariados é feito diretamente pelo empregador.

Quanto será descontado do salário

A pedido da reportagem, o advogado Wagner da Silva e Souza, sócio do escritório Roberto de Carvalho Santos e Wagner Souza Sociedade de Advogados, simulou os valores de contribuição mensal considerando o novo salário mínimo, fixado em R$ 1.621, e a tabela atualizada. Confira alguns exemplos:

  • Salário de R$ 1.621,00: contribuição de R$ 121,58
  • Salário de R$ 3.000,00: contribuição de R$ 248,60
  • Salário de R$ 5.000,00: contribuição de R$ 501,51
  • Salário de R$ 7.500,00: contribuição de R$ 851,51
  • Salário de R$ 8.475,55 (teto): contribuição de R$ 988,09

Autônomos e contribuintes facultativos

Contribuintes individuais, facultativos e donas de casa de baixa renda também passam a considerar o novo piso nacional. Autônomos que prestam serviços a pessoas físicas podem optar pela alíquota de 11% sobre o salário mínimo, modalidade que garante aposentadoria apenas por idade, limitada ao valor mínimo.

Nesse caso, a contribuição mensal sobre o piso de R$ 1.621 é de R$ 178,31. Já quem opta pela alíquota de 20% pode contribuir sobre qualquer valor entre o salário mínimo e o teto do INSS, ampliando o valor do benefício futuro. Para quem contribui sobre o teto, o recolhimento mensal chega a R$ 1.695,11.

Valor do MEI em 2026

A contribuição mensal do Microempreendedor Individual (MEI) passou para R$ 81,05 em 2026, valor equivalente a 5% do novo salário mínimo. Em 2025, o valor era de R$ 75,90.

Além do INSS, o MEI continua sujeito ao pagamento de tributos conforme a atividade exercida, como ICMS e/ou ISS, por meio do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

O pagamento em dia garante acesso a benefícios previdenciários, como aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade, pensão por morte e auxílio-reclusão, respeitadas as regras de carência exigidas para cada benefício.

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