
Ex-governador afirma que vai avaliar cenário em Rondônia antes de decidir permanência no Progressistas ou possíveis alianças
A federação partidária formada entre o Progressistas (PP) e o União Brasil continua gerando repercussões entre lideranças políticas de Rondônia. O novo arranjo levanta questionamentos sobre o espaço das lideranças estaduais das duas siglas, especialmente diante de divergências internas quanto à criação da federação.
A presidente regional do Progressistas, deputada federal Sílvia Cristina, já declarou publicamente que, se dependesse de sua decisão, a federação não teria sido formalizada. Outro nome de peso do partido no estado, o ex-governador e ex-senador Ivo Cassol, também se manifestou sobre o tema nesta semana.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Cassol negou rumores de que estaria decidido a deixar o Progressistas. Segundo ele, sua filiação ao partido já soma quase duas décadas e está marcada por uma trajetória política consolidada. O ex-governador ressaltou ainda a relação de amizade e respeito com diversas lideranças do PP e citou, de forma positiva, nomes do União Brasil em Rondônia, como o deputado federal Maurício Carvalho.
Cassol afirmou que, neste momento, não tomou decisão definitiva sobre seu futuro político. Ele destacou que pretende analisar com cautela o novo cenário, dialogar tanto com dirigentes do Progressistas quanto com representantes do União Brasil e, somente após essas conversas, definir se permanecerá na legenda ou adotará outro caminho político.
Embora apareça em posições de destaque em pesquisas de intenção de voto para o Governo de Rondônia, Cassol lembrou que ainda não declarou apoio a nenhum dos nomes colocados na disputa estadual. A definição, segundo ele, ocorrerá apenas em um momento mais adiante do processo eleitoral.
A federação PP-União Brasil passa agora por um período de ajustes internos, enquanto lideranças estaduais avaliam os impactos do novo modelo na condução política e eleitoral em Rondônia.
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