Justiça italiana decide que Cristiano Ronaldo não terá de devolver R$ 61 milhões à Juventus


Tribunal de Turim mantém decisão arbitral e rejeita pedido do clube sobre salários pagos durante a pandemia (foto © Getty Images)

A Justiça do Trabalho de Turim, na Itália, decidiu que Cristiano Ronaldo não precisará devolver à Juventus os 9,8 milhões de euros (aproximadamente R$ 61 milhões) recebidos pelo jogador durante a pandemia da Covid-19. A decisão mantém o entendimento favorável ao atleta português já estabelecido por um tribunal arbitral.

De acordo com o julgamento, a Juventus deve considerar o valor bruto dos salários referentes ao período da crise sanitária, e não o valor líquido, como defendia o clube italiano. Com isso, o pedido de devolução feito pela equipe de Turim foi rejeitado.

Juventus alegava erro em acordo salarial durante a pandemia

A Juventus argumentava que houve um erro no cálculo das remunerações durante a chamada “manobra dos salários”, medida adotada pelo clube na época da pandemia para reorganizar o pagamento aos atletas. No entanto, a Justiça entendeu que o acordo firmado não justificava a restituição dos valores pagos a Cristiano Ronaldo.

Além de perder a ação, o clube italiano foi condenado a arcar com as despesas legais do processo, incluindo cerca de 50 mil euros em honorários advocatícios.

Clube ainda avalia possibilidade de recurso

Apesar da decisão desfavorável, a Juventus ainda pode recorrer. Segundo informações do processo, a diretoria do clube avalia, junto aos advogados, a viabilidade de apresentar um novo recurso para tentar reverter a sentença.

Cristiano Ronaldo defendeu a Juventus entre 2018 e 2021, período em que se tornou o jogador mais bem pago da história do clube. A disputa judicial é mais um desdobramento das investigações relacionadas às finanças da equipe italiana durante a pandemia.

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