
Lindbergh Farias afirma que parlamentares estimulam golpe continuado ao defenderem ação militar dos EUA contra o Brasil (foto © Jefferson Rudy/Agência Senado)
O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), anunciou que irá apresentar, nesta terça-feira (6), uma representação à Polícia Federal (PF) contra os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), além do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A acusação é de que os parlamentares estariam incentivando uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Lindbergh afirmou que as manifestações configuram uma tentativa de golpe continuado. “Eles continuam com a tentativa de golpe, é um golpe continuado. Agora eles abertamente estimulam uma intervenção armada estrangeira dos Estados Unidos contra o Brasil”, declarou.
Um dos principais conteúdos citados na representação é uma publicação feita pelo deputado Nikolas Ferreira na rede social X (antigo Twitter), que alcançou cerca de 7,3 milhões de visualizações. A postagem traz uma montagem em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece sendo segurado por dois militares norte-americanos, em referência à imagem da prisão do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
Ao comentar o caso, Lindbergh fez duras críticas ao parlamentar mineiro. “Nikolas quer ser engraçadinho quando faz uma montagem daquela. Nikolas, quem está preso é o Bolsonaro e quem vai ser preso é você. Você deveria ter respeito, fedelho, com a democracia brasileira”, afirmou.
Segundo o líder do PT, a representação apresentada à Polícia Federal tem como base comentários feitos pelos parlamentares a respeito do tarifaço e de uma suposta ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, citada nas publicações analisadas.
Além da iniciativa de Lindbergh, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) também protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Flávio Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira, por suposta apologia ao crime de golpe de Estado.
“Não é opinião. São falas, ameaças e peças de propaganda que tentam normalizar a ideia de intervenção militar estrangeira no Brasil, questionar eleições, incitar guerra e depor um governo legitimamente eleito”, declarou Lindbergh Farias.
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