
PM foi encontrado morto em área de mata na Grande São Paulo; investigação aponta tortura e execução (foto © Reuters)
A Polícia Civil de São Paulo apura a possível participação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no assassinato do policial militar Fabrício Gomes da Silva, cujo corpo foi localizado na manhã deste domingo (11) em uma área de mata no município de Embu-Guaçu, na Região Metropolitana da capital.
O policial estava desaparecido desde a noite de quarta-feira (7). De acordo com a investigação, um laudo preliminar indicou que a vítima sofreu traumatismo cranioencefálico, além de apresentar sinais de tortura. O sepultamento ocorre na tarde desta segunda-feira (12), em cerimônia restrita a familiares.
Segundo os investigadores, três lideranças da facção criminosa teriam determinado a execução do policial. A principal linha de apuração aponta que o crime teria sido motivado pelo fato de o PM estar, fora de serviço, em uma região dominada pelo tráfico de drogas.
Até o momento, quatro pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no caso. Entre elas está Dioclécio Moraes, apontado como responsável por instigar o crime após uma discussão com o policial em um bar. Conforme relatado pelo delegado Vitor Santos de Jesus, o desentendimento teria ocorrido após o policial repreender o homem pelo uso de entorpecente no local.
Outro investigado, Isaque Duarte da Silva, é suspeito de ter levado o policial até os criminosos, o que, segundo a Justiça, caracteriza colaboração direta para a prática do crime. A polícia também aponta que, no local, teria ocorrido uma espécie de julgamento informal, resultando na decisão pela execução do PM.
Gleison Dias foi preso sob suspeita de auxiliar na ocultação do crime, ao transportar os galões de combustível usados para incendiar o veículo da vítima. Já André Colombo, caseiro do sítio onde o corpo foi encontrado, teve a prisão temporária decretada. Os dois suspeitos apontados como executores diretos e responsáveis por subtrair a arma do policial ainda não foram localizados.
O carro do policial foi encontrado carbonizado no dia seguinte ao desaparecimento, em Itapecerica da Serra, também na Grande São Paulo. A localização do corpo ocorreu após uma denúncia anônima, que levou equipes da polícia e cães farejadores até o local.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) lamentou a morte do policial e informou que as investigações seguem em andamento para identificar e responsabilizar todos os envolvidos.
Fabrício Gomes da Silva estava de férias, havia visitado familiares na zona sul da capital e tinha casamento civil marcado para dois dias após o desaparecimento. A Polícia Civil agora trabalha no cruzamento de provas periciais com os depoimentos colhidos, a fim de esclarecer completamente a dinâmica do crime.