Polícia Federal deflagra operação contra garimpo ilegal de diamantes na Terra Indígena Rio Guaporé


Ação ocorreu em Guajará-Mirim e resultou na destruição de draga utilizada na extração clandestina

A Polícia Federal (PF) realizou, nesta quarta-feira (28), uma operação de combate ao garimpo ilegal de diamantes na Terra Indígena Rio Guaporé, localizada no município de Guajará-Mirim, em Rondônia. A ação integra a Operação Baía das Onças, iniciada na última segunda-feira (26).

O objetivo da operação é reprimir a extração clandestina de pedras preciosas no Rio Guaporé, área de preservação ambiental situada na faixa de fronteira entre o Brasil e a Bolívia, considerada sensível tanto do ponto de vista ambiental quanto indígena.
Draga usada no crime ambiental foi localizada e destruída

Durante as diligências realizadas na região, os agentes da Polícia Federal localizaram uma draga utilizada na atividade ilegal de garimpo de diamantes. O equipamento, empregado para a extração irregular no leito do rio, foi inutilizado no local, conforme os protocolos adotados em operações ambientais.

Segundo a PF, a presença de estruturas desse tipo provoca danos significativos ao meio ambiente, afetando o curso natural do rio, a fauna, a flora e os modos de vida das comunidades indígenas que habitam a região.
Ação contou com apoio da Funai e do Ibama

A operação contou com o apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), fortalecendo a atuação integrada no combate aos crimes ambientais e à exploração ilegal de recursos naturais em terras indígenas.

A Polícia Federal destacou que a Operação Baía das Onças segue em andamento e que novas ações podem ser realizadas com o objetivo de identificar responsáveis, coibir a reincidência do crime e proteger áreas legalmente preservadas.

A PF reforça que a exploração mineral em terras indígenas sem autorização configura crime ambiental e federal, sujeitando os envolvidos a sanções penais e administrativas.

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