Prefeitura de Porto Velho dá novo prazo de 72 horas à EcoPVH e impasse na coleta de lixo continua


Empresa já acumula notificações, população segue prejudicada e conflito com antiga operadora agrava crise no serviço de limpeza urbana

A Prefeitura de Porto Velho voltou a notificar a empresa EcoPVH para que cumpra, de forma imediata, as obrigações previstas em contrato e normalize a coleta de lixo na capital. O novo prazo concedido é de 72 horas, com término previsto para esta quarta-feira, diante da continuidade das falhas no serviço e do aumento das reclamações por parte da população.

Esta não é a primeira advertência formal aplicada pela administração municipal. A EcoPVH já foi alvo de outras notificações, inclusive com pedido de rescisão contratual, medida que, no entanto, depende exclusivamente de decisão judicial. Até o momento, a Justiça ainda não se manifestou sobre o caso, mantendo o contrato em vigor, apesar dos problemas recorrentes.

Reclamações se multiplicam

Enquanto o impasse jurídico se arrasta, centenas de reclamações de moradores continuam chegando à Prefeitura e à imprensa local. Bairros de diferentes regiões da cidade relatam coleta irregular, acúmulo de lixo e impactos diretos na saúde pública e na qualidade de vida da população.

Troca de acusações entre empresas

Em meio à crise, a EcoPVH atribuiu à EcoRondônia (Marquise) — empresa que anteriormente prestava o serviço de limpeza urbana na capital — a responsabilidade por uma suposta depredação no incinerador, o que teria causado incapacidade operacional do sistema. No entanto, a EcoRondônia negou veementemente a acusação.

Em nota oficial, a empresa afirmou que “não procede qualquer tentativa de imputar à EcoRondônia suposta depredação para gerar incapacidade operacional”, ressaltando que as condições técnicas, legais e documentais do equipamento estavam plenamente regulares no momento da transição da operação. A empresa também destacou que o corte de energia do incinerador ocorreu exclusivamente por falta de pagamento, não por danos ao equipamento.

Expectativa por decisão judicial

Diante do cenário de instabilidade, o porto-velhense aguarda uma decisão da Justiça que possa destravar o impasse, corrigir as falhas no serviço e apontar uma solução definitiva para o sistema de coleta de lixo da cidade.

A Prefeitura reforça que seguirá adotando todas as medidas administrativas e legais cabíveis para garantir a prestação adequada do serviço, enquanto a população segue cobrando respostas e ações concretas para que a coleta de resíduos volte a funcionar com regularidade em todos os quadrantes de Porto Velho.

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