
Há algo de muito podre acontecendo em Porto Velho, embora as autoridades, infelizmente, não falem claramente sobre o assunto. Nas favelas do Rio de Janeiro e em algumas áreas mais distantes e pobres, são as facções ou os grupos de milicianos que instalam internet e cobram.
O preço é determinado por estes bandidos e ai de quem não pagar. Pior ainda: qualquer empresa séria que tente implantar o serviço, é atacada, quando seus funcionários não são mortos.
É incrível que até agora nenhuma autoridade tenha falado com todas as letras, que os ataques incendiários contra empresas, grandes e pequenas, que vivem da instalação da internet, principalmente nas regiões mais distantes pobres de Porto Velho, são praticados por facções. Até porque, ao menos por enquanto, não há notícias que milícias também estejam organizadas por aqui.
Que outra motivação teriam os criminosos, senão tentar do mercado que é legalmente autorizado? Ora, só mesmo muito exercício de temor com os direitos humanos dos bandidos para não se falar com todas as letras para a população, quem está por trás destes ataques e quais os motivos.
Certamente nossa polícia, sempre eficiente, já sabe de tudo. Mas, no noticiário, não se lê uma só linha de que os crimes praticados o são pelas facções ou a mando delas.
A Polícia Militar criou uma equipe especial para combater tais crimes, com o pomposo nome de “FireWall”, já prendeu gente, mas não informa quem são os presos e quem os manda atacar. Por que?
Por Sérgio Pires
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