
Equipes realizam vistorias nos ramais Maravilha 1 e 2 e mantêm canais diretos de atendimento à população
O monitoramento preventivo em Porto Velho segue sendo realizado para evitar o isolamento de famílias devido à elevação do nível do Rio Madeira. Equipes técnicas fazem vistorias constantes nas estradas do Ramal Maravilha 1 e 2, mapeando pontos críticos de transbordamento e desbarrancamento.
Na última quarta-feira (25), o nível do rio registrou 13,47 metros, mantendo estabilidade na faixa dos 13,50 metros, patamar considerado normal para o período do inverno amazônico.
Moradores da região destacam a presença contínua das equipes. O marinheiro José Cláudio, que vive na comunidade há 46 anos, afirma que a Defesa Civil mantém diálogo aberto com a população, oferecendo orientações de segurança e, quando necessário, assistência com itens como água potável, cestas básicas e hipoclorito, o que proporciona mais tranquilidade às famílias que já enfrentaram grandes alagações.
Para reforçar o suporte à comunidade, a Prefeitura disponibiliza canais de comunicação para que a população possa informar situações atípicas. A Defesa Civil pode ser acionada pelo número de emergência 199 ou pelo WhatsApp (69) 98473-2111. Pelos mesmos contatos, os moradores também podem receber boletins diários com informações meteorológicas e hidrológicas atualizadas sobre a bacia do Madeira.
O trabalho preventivo inclui o registro das áreas historicamente afetadas por alagamentos, permitindo a emissão de avisos antecipados para moradores que residem próximos a igarapés e às margens do leito principal.
Embora as previsões meteorológicas indiquem que o rio possa atingir entre 15,50 e 16 metros neste ano — abaixo de níveis críticos históricos como os 17 metros —, a gestão municipal mantém protocolos preparados para diferentes cenários.
O prefeito Léo Moraes ressaltou que o monitoramento é diário e abrange toda a extensão do baixo, médio e alto Madeira, garantindo prontidão para assistência imediata caso haja intensificação das chuvas.
Segundo o gerente de monitoramento de risco, Anderson Luiz, a meta é assegurar que a comunidade seja alertada sobre as próximas vazões, evitando isolamento e prejuízos materiais.
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