
Ação cumpriu 23 mandados e estima prejuízo ambiental superior a R$ 41,9 milhões
A Polícia Federal, em ação conjunta com o IBAMA e apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas, deflagrou nesta terça-feira (24/2) a Operação “Erisícton”, com o objetivo de combater crimes de associação criminosa, desmatamento e comércio ilegal de madeira extraída da Terra Indígena Roosevelt, localizada entre os estados de Rondônia e Mato Grosso.
Ao todo, foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Federal Cível e Criminal da SSJ de Ji-Paraná.
De acordo com as investigações, foi identificado um esquema estruturado de extração ilegal de madeira dentro da Terra Indígena Roosevelt. O principal suspeito, segundo apurado, atuava com o consentimento e participação de indígenas e contava com uma rede composta por desmatadores, motoristas responsáveis pelo transporte das cargas e proprietários ou responsáveis por madeireiras que adquiriam o material de origem ilícita.
Laudo pericial apontou que o dano ambiental causado é estimado em R$ 41.936.681,29 — valor que evidencia a dimensão do impacto ambiental provocado pela atividade ilegal.
Durante o cumprimento dos mandados, duas pessoas foram presas em flagrante: uma por posse ilegal de arma de fogo e outra por receptação qualificada. Também foram apreendidos celulares, armas de fogo, veículos e grande quantidade de madeira.
Até o momento, uma madeireira foi lacrada pelo IBAMA, e os trabalhos de fiscalização e apuração seguem em andamento.
A operação mobilizou 108 servidores federais, entre policiais federais e agentes do Ibama e da Funai.
Investigações começaram em 2024
As investigações tiveram início em fevereiro de 2024, após a prisão em flagrante de um dos envolvidos, que atuava como “batedor” de um caminhão carregado com madeira sem comprovação de origem legal.
A Operação “Erisícton” reforça a atuação integrada dos órgãos federais no enfrentamento aos crimes ambientais e na proteção dos territórios indígenas e do patrimônio ambiental brasileiro.
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