Polícia Civil divulga novas informações sobre investigação da morte da professora e escrivã Juliana Santiago


Coletiva esclareceu andamento do inquérito e descartou relação afetiva entre vítima e suspeito

O governo de Rondônia, por meio da Polícia Civil do Estado de Rondônia (PCRO), apresentou nesta segunda-feira (9), durante coletiva de imprensa, novas informações sobre a investigação da morte da professora de uma instituição de ensino superior particular e escrivã de polícia, Juliana de Matos Lima Santiago.

A entrevista foi conduzida pelo delegado-geral da Polícia Civil, Jeremias Mendes, e pela diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Leisaloma Carvalho, com o objetivo de esclarecer o andamento das investigações e garantir a divulgação de informações oficiais à sociedade.

Investigação descartou relacionamento entre vítima e suspeito

De acordo com a Polícia Civil, as investigações tiveram início imediatamente após o crime, com a realização de diligências, coleta de informações, oitivas de testemunhas e análise de elementos técnicos. Durante interrogatório, o suspeito alegou manter um relacionamento com a vítima, versão que foi descartada pelos investigadores.

Testemunhas relataram que o investigado teria tentado se aproximar da professora, mas foi rejeitado, o que teria gerado frustração e comportamento obsessivo. A apuração indicou ainda que o suspeito demonstrava ciúmes em relação à vida pessoal da vítima.

A Polícia Civil também esclareceu que o crime não possui qualquer relação com notas acadêmicas, avaliações ou situações ligadas à faculdade, afastando especulações sobre o ambiente profissional da vítima.

O crime aconteceu no dia 6 de fevereiro. A vítima não resistiu aos ferimentos e faleceu antes de receber atendimento hospitalar. Até o momento, segundo a PCRO, não há provas da existência de qualquer tipo de relacionamento entre Juliana Santiago e o suspeito.

O investigado foi preso logo após o crime. Durante a audiência de custódia, a prisão foi mantida e convertida em prisão preventiva, permanecendo o suspeito à disposição da Justiça.
Prazo do inquérito

A Polícia Civil informou que o prazo inicial para a conclusão do inquérito é de até 10 dias, período em que as equipes continuam trabalhando para finalizar a apuração, reunir todas as provas necessárias e encaminhar o caso ao Poder Judiciário.

As autoridades reforçaram que novas informações serão divulgadas de forma responsável, à medida que o inquérito avance, respeitando o sigilo legal e o direito das partes envolvidas.

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