Prefeitura de Porto Velho amplia rastreamento do câncer do colo do útero com apoio da Fundação Oswaldo Cruz


Parceria garante leitura das amostras do exame DNA-HPV e fortalece a prevenção na rede municipal de saúde

A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), firmou parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para a realização da leitura das amostras do exame DNA-HPV, um teste molecular de alta sensibilidade que detecta o material genético do papilomavírus humano (HPV). A iniciativa amplia a capacidade de rastreamento do câncer do colo do útero no município e reforça as estratégias de prevenção na rede pública.

O exame preventivo (Papanicolau) segue sendo ofertado normalmente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Com a inclusão do teste DNA-HPV, o município passa a contar com uma tecnologia que identifica a presença do vírus antes mesmo do surgimento de alterações celulares, possibilitando diagnóstico e acompanhamento mais precoces.

A implantação do DNA-HPV também integra a organização da rede pública estadual, com apoio do Laboratório Central de Saúde Pública de Rondônia (Lacen). O Estado vinha estruturando a ampliação dessa oferta e, agora, com a parceria direta com a Fiocruz, Porto Velho fortalece sua própria capacidade de leitura das amostras, ampliando o alcance do rastreamento no âmbito local.

O prefeito Léo Moraes destacou que a ampliação da capacidade de análise permitirá intensificar as ações de prevenção. Segundo ele, o acordo com o Ministério da Saúde garante que a Fiocruz realize a leitura das amostras do exame DNA-HPV para o município, ampliando de forma concreta a capacidade de prevenção.

Ele ressaltou ainda que o exame detecta o vírus antes da evolução para o câncer do colo do útero, um dos que mais atingem as mulheres da capital, e adiantou que a Prefeitura pretende promover mutirões de coleta para ampliar o acesso ao teste.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, a medida fortalece a organização da rede e acompanha a atualização das diretrizes nacionais, garantindo apoio técnico qualificado e maior segurança no processamento das amostras.

A diretora do Departamento de Atenção Básica, Raphaela Castiel de Carvalho, explicou que a ampliação do rastreamento fortalece o cuidado com a saúde da mulher. O Papanicolau continua sendo realizado nas UBS e identifica alterações nas células do colo do útero. Já o exame DNA-HPV detecta a presença do vírus antes mesmo que essas alterações apareçam, permitindo um acompanhamento mais precoce e seguro.

O novo protocolo nacional recomenda o rastreamento em mulheres de 25 a 64 anos. Quando o teste de HPV é utilizado e apresenta resultado negativo, o intervalo para repetição pode ser ampliado, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.

A orientação da Semusa é que mulheres nessa faixa etária procurem a Unidade Básica de Saúde de referência para verificar se estão no período indicado para realizar o exame e manter o acompanhamento em dia. Mesmo sem sintomas, o preventivo é fundamental para o diagnóstico precoce e para reduzir casos e mortes por câncer do colo do útero em Porto Velho.


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