
Declaração de cobradora sobre limite de passageiros preferenciais provoca indignação e denúncias de desrespeito a PCDs e mães atípicas
Imagens que circulam nas redes sociais desde as últimas horas provocaram forte repercussão e indignação entre usuários do transporte coletivo em Candeias do Jamari, município vizinho à capital Porto Velho. O vídeo mostra uma cobradora de ônibus afirmando que o veículo só poderia transportar quatro passageiros preferenciais, o que gerou acusações de suposto preconceito e violação de direitos.
De acordo com relatos de moradores, a situação ocorreu durante a cobrança de passagens e teria atingido diretamente pessoas com deficiência (PCDs) e mães atípicas, público que possui prioridade assegurada por lei no acesso ao transporte coletivo. A fala registrada no vídeo foi interpretada por usuários como discriminatória e desinformada, levantando questionamentos sobre a capacitação dos funcionários e o cumprimento da legislação vigente.
A repercussão foi imediata nas redes sociais, com dezenas de comentários denunciando problemas recorrentes no sistema de transporte do município. Usuários afirmam que situações semelhantes já teriam ocorrido outras vezes, envolvendo constrangimento, desinformação e tratamento inadequado aos passageiros preferenciais.
Além das críticas à empresa responsável pelo transporte coletivo, a Prefeitura de Candeias do Jamari também passou a ser alvo de cobranças. Moradores acusam o poder público municipal de “fechar os olhos” para as falhas constantes do serviço e para o que classificam como descaso no atendimento à população mais vulnerável.
“A gente pede ajuda urgente. Não é um caso isolado. Falta fiscalização, falta respeito e falta compromisso com quem depende do transporte público todos os dias”, relatou uma usuária nas redes sociais.
Até o momento, não houve manifestação oficial da empresa de transporte nem da Prefeitura sobre o episódio. A população cobra providências imediatas, apuração dos fatos e medidas para garantir que os direitos dos passageiros preferenciais sejam respeitados, conforme determina a legislação brasileira.
O caso reacende o debate sobre a qualidade do transporte coletivo, a necessidade de treinamento adequado dos profissionais e a responsabilidade do poder público na fiscalização dos serviços concedidos.
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