
Na prática, alguns candidatos acabam funcionando como uma espécie de “escada eleitoral”
O ano de 2026 será um dos mais importantes para a política brasileira. É quando os eleitores vão às urnas para escolher deputados estaduais, deputados federais, governador, senador e presidente da República. É um período em que a movimentação política cresce, surgem novos nomes e muitos outros voltam à disputa.
Mas, assim como acontece em um jogo de futebol, a política também tem suas estratégias de bastidores.
No futebol, os clubes disputam jogadores. Alguns atletas têm seus “passes” valorizados e chegam a ser negociados por milhões de reais, euros ou dólares. Mas no final das contas, o jogador entra em campo com um objetivo claro: fazer o time vencer.
Na política, principalmente em ano eleitoral, algo parecido pode acontecer.
Nos corredores da política em Rondônia, comentários que circulam em bastidores apontam para uma realidade que chama atenção: partidos estariam disputando nomes de supostos pré-candidatos que possuem uma média de 3 a 5 mil votos. Esses nomes seriam importantes não necessariamente para vencer a eleição, mas para compor a chamada nominata do partido.
Para quem não está acostumado com o termo, a nominata é a lista de candidatos que cada partido apresenta para disputar uma eleição. E sem essa lista completa, o partido simplesmente não consegue participar da disputa.
É justamente aí que entra a estratégia.
Segundo comentários que circulam no meio político, alguns partidos estariam oferecendo valores que podem chegar a 700 ou até 800 mil reais para que determinados nomes entrem na disputa apenas para compor essa nominata e angariar votos.
Esses candidatos teriam a missão de fazer campanha, conquistar votos e ajudar o partido a alcançar o chamado coeficiente eleitoral, que é o número mínimo de votos necessários para conquistar cadeiras no parlamento.
Ou seja, muitas vezes a disputa não é apenas para saber quem vai ganhar a eleição, mas também quem vai ajudar o partido a eleger os nomes já escolhidos e que já são considerados favoritos dentro da legenda.
Na prática, alguns candidatos acabam funcionando como uma espécie de “escada eleitoral”, ajudando a puxar votos que beneficiam outros nomes já escolhido pelo partido.
Por isso, em um ano eleitoral tão importante como 2026, fica um alerta aos eleitores de Rondônia: é preciso atenção redobrada na hora de escolher em quem votar.
Nem sempre aquele candidato que aparece pedindo voto está realmente disputando para vencer. Em alguns casos, ele pode estar apenas fazendo parte de uma estratégia partidária.
Por isso, antes de decidir seu voto, pesquise. Veja quem é o candidato, qual é sua história, quais são suas propostas e se ele realmente tem trabalho prestado à sociedade.
Também vale o alerta para que o eleitor não venda o seu voto. Trocar voto por dinheiro, favores ou até mesmo por uma simples botija de gás é algo que prejudica toda a sociedade. Quando alguém vende o voto, perde também o direito moral de cobrar depois.
Quem compra voto não está pensando em trabalhar pela população, mas sim em recuperar o dinheiro investido na campanha.
Diante desse cenário, fica também o pedido para que os órgãos de fiscalização, como o Ministério Público Eleitoral e o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, acompanhem de perto a movimentação política neste período pré-eleitoral.
Os próximos meses ainda prometem muita movimentação. Novos nomes vão surgir, alianças serão formadas e muitas estratégias ainda vão aparecer até o período oficial da campanha.
Mas uma coisa é certa: o voto continua sendo a ferramenta mais poderosa que o cidadão tem em suas mãos.
Por isso, eleitor rondoniense, vote com consciência, pesquise, faça perguntas e escolha candidatos que realmente tenham compromisso com a população.
Afinal, na política, assim como no futebol, quem decide o resultado do jogo é quem está em campo.
Mas na democracia, quem define o placar final é o eleitor nas urnas.
Obs: Esse artigo não relata nescessariamente a opinião deste jornal
Tags
Artigos