
Réus, Jairinho e Monique Medeiros serão julgados por júri popular em processo que pode durar mais de uma semana
Começa nesta segunda-feira (23), no Rio de Janeiro, o julgamento de um dos casos criminais mais emblemáticos dos últimos anos no país: a morte do menino Henry Borel. A sessão ocorre no 2º Tribunal do Júri, no Centro da cidade, e deve se estender por vários dias devido à complexidade do processo.
No banco dos réus estão o padrasto da criança, Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e a mãe, Monique Medeiros. Ambos respondem por crimes relacionados à morte do menino, ocorrida em 2021, em um apartamento na Barra da Tijuca.
De acordo com o Ministério Público, Henry teria sido vítima de agressões repetidas que culminaram em homicídio. A acusação sustenta que Jairinho agiu com violência extrema, enquanto Monique teria se omitido, mesmo tendo conhecimento das agressões. Os promotores também apontam tentativa de interferência nas investigações.
As defesas, no entanto, contestam essa versão. A equipe de Jairinho afirma que não há provas de agressão e levanta a hipótese de erro médico ou acidente doméstico. Já a defesa de Monique argumenta que ela não tinha conhecimento de qualquer violência e que também teria sido influenciada psicologicamente pelo companheiro.
O julgamento será conduzido por júri popular, formado por sete cidadãos sorteados, responsáveis por decidir pela condenação ou absolvição dos acusados. Antes disso, devem ser ouvidas 26 testemunhas, além dos próprios réus. Na sequência, acusação e defesa apresentam seus argumentos finais.
A expectativa é de que a sessão dure pelo menos dez dias, considerando o número de depoimentos e a fase de debates. Ao final, os jurados responderão a uma série de quesitos que irão definir o veredito.
Em caso de condenação, as penas podem ser elevadas. Jairinho responde por homicídio qualificado e outros crimes, podendo se aproximar do limite máximo previsto na legislação. Já Monique também pode ser condenada por homicídio, na forma de omissão.
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