Adilson Honorato confirma pré-candidatura a deputado federal e defende mais representatividade para Rondônia em Brasília


Comunicador com mais de 30 anos de atuação em Rondônia, radialista e apresentador afirma que decisão surgiu da necessidade de ampliar a voz da população e fortalecer setores como saúde, segurança pública e comunicação

O comunicador Adilson Honorato confirmou oficialmente sua pré-candidatura a deputado federal por Rondônia durante entrevista ao programa Café na Redação, do site Agência Rondônia. Com uma longa trajetória no rádio, televisão e jornalismo regional, ele afirmou que a decisão de disputar uma vaga na Câmara Federal nasceu da percepção de que falta representatividade mais próxima da realidade da população e também da própria classe da comunicação.

Conhecido pela atuação em grandes emissoras de rádio e TV, além da locução de grandes eventos e shows em Porto Velho, Adilson destacou que sempre esteve do outro lado, entrevistando políticos e acompanhando os bastidores do poder, mas que agora decidiu aceitar o desafio de entrar diretamente na vida pública.

“Eu nunca me vi desse lado. Sempre achei que política não era para mim, mas comecei a observar que muitas pessoas chegam lá e não representam aquilo que a sociedade realmente precisa. Se outros vão e deixam a desejar, por que eu não poderia tentar contribuir?”, afirmou.

Segundo ele, a motivação principal é justamente a vivência diária com os problemas enfrentados pela população, especialmente nas áreas de saúde, segurança pública, educação e assistência social.

“Eu uso saúde pública, conheço a realidade da segurança, sei como funciona a educação pública e acompanho isso todos os dias tanto na minha vida pessoal quanto no rádio. A dor das pessoas é a mesma dor que eu também sinto”, destacou.

Comunicação e representatividade

Durante a entrevista, Adilson também falou sobre a falta de representatividade da classe da comunicação e afirmou que muitos profissionais acabam sem apoio efetivo mesmo após ajudarem a construir trajetórias políticas de outros candidatos.

Ele ressaltou, porém, que seu projeto não se limita apenas ao segmento jornalístico.

“Eu não quero ser apenas um representante sindical da comunicação. Isso seria pequeno diante do que precisamos. O fortalecimento da sociedade passa pela comunicação, mas também pelo agro, pela indústria, pelo setor produtivo e por todas as áreas que movimentam o estado”, explicou.

Escala 6x1 e poder de compra

Outro ponto abordado foi a discussão nacional sobre a chamada escala 6x1 e a possível redução da jornada de trabalho. Adilson defendeu que o tema precisa ser debatido com mais profundidade e com participação direta da população.

Para ele, o principal problema do trabalhador brasileiro não está apenas na carga horária, mas no baixo poder de compra.

“O povo brasileiro não reclama de trabalhar. O cidadão quer ganhar melhor. O problema não é trabalhar seis dias, é trabalhar e não conseguir sustentar a família com dignidade”, pontuou.

Ele também defendeu que o Congresso Nacional deveria discutir a redução de privilégios dentro da própria máquina pública antes de avançar em debates que possam gerar impactos diretos no emprego formal.

Polarização política e posicionamento

Sobre o cenário político nacional, Adilson afirmou que não se identifica com os extremos entre direita e esquerda e defendeu o que chamou de “centro sensato”.

Segundo ele, a política precisa ser conduzida com equilíbrio, respeito às diferenças e foco no interesse coletivo.

“Eu acho muito clichê essa divisão entre esquerda e direita. O que precisamos é de sensatez. Existem pautas importantes dos dois lados. O problema é quando interesses minoritários tentam se impor sobre a maioria ou quando se perde o bom senso”, disse.

O comunicador também criticou o excesso de polarização e afirmou que o país precisa retomar o verdadeiro sentido da democracia, com liberdade de pensamento e respeito às divergências.

Avaliação da gestão em Rondônia

Ao comentar o cenário político estadual, Adilson afirmou que Rondônia vive um momento mais equilibrado em comparação com períodos anteriores e destacou avanços recentes na infraestrutura e na gestão pública.

Segundo ele, embora ainda existam problemas graves principalmente na saúde pública, é necessário reconhecer os avanços e evitar discursos puramente eleitorais.

“Não existe milagre em quatro anos. Nenhum próximo governador vai resolver tudo sozinho. Mas é preciso continuar aquilo que está dando certo e melhorar aquilo que ainda precisa avançar”, afirmou.

Ele também declarou apoio ao nome de Adailton Fúria como pré-candidato ao Governo de Rondônia, destacando a gestão realizada em Cacoal como referência administrativa.

Quem é Adilson Honorato

Natural do Mato Grosso do Sul, Adilson Honorato chegou a Rondônia no início da década de 1990 e iniciou sua trajetória na comunicação. Desde então, construiu carreira sólida no rádio, televisão e jornalismo, tornando-se uma das vozes mais conhecidas do estado.

Aos 47 anos, ele se define como pai, avô, marido e empreendedor. Casado com Deise Barreto, afirma que a família foi uma das grandes inspirações para aceitar o desafio político.

“Eu continuo sendo o mesmo Adilson. Se a política não acontecer, no dia seguinte minha vida continua normalmente. Estou me colocando à disposição porque acredito que posso contribuir”, concluiu.

A pré-candidatura de Adilson Honorato passa agora pela construção partidária e fortalecimento do projeto político dentro do PSD, mirando as eleições de 2026 para a Câmara Federal.

Confira o bate-papo completo:

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem

Grupo