Com rio Rio Madeira acima dos 15 metros, Prefeitura decreta emergência e reforça atuação preventiva em Porto Velho


Medida garante agilidade nas ações da Defesa Civil e tranquiliza população; não há registro de famílias desabrigadas

Com o nível do Rio Madeira ultrapassando a cota de 15 metros, a Prefeitura de Porto Velho decretou situação de emergência como forma de fortalecer ações preventivas. A medida, segundo a Defesa Civil, não indica cenário crítico, mas permite respostas mais rápidas às comunidades potencialmente afetadas.

De acordo com o superintendente da Defesa Civil Municipal, Marcos Berti, o decreto amplia a capacidade de resposta do poder público, garantindo mais agilidade na captação de recursos e maior flexibilidade administrativa. A iniciativa também acelera processos de compras e logística, além de integrar todas as secretarias do Executivo nas ações preventivas.

O gestor fez questão de tranquilizar a população diante de preocupações relacionadas à medida. Segundo ele, apesar da elevação do nível do rio — que chegou a 15,30 metros e, na última medição, marcou 15,04 metros — não há registro de famílias desabrigadas ou em situação de risco.

“Quando atingimos os 15 metros, foi decretada a emergência para que possamos dar respostas rápidas às comunidades. Isso não significa que está tudo alagado, mas sim que não podemos esperar a situação se agravar para agir. Estamos nos antecipando”, destacou.

A Defesa Civil segue atuando em regime de plantão preventivo, com atendimento 24 horas por dia, monitorando constantemente o comportamento do rio e prestando assistência tanto às comunidades ribeirinhas quanto à população da área urbana.

Atento às ações em andamento, o prefeito Léo Moraes ressaltou que, após reestruturações recentes, a Defesa Civil Municipal passou a atuar com mais eficiência e autonomia, tornando-se a principal referência no atendimento a situações de emergência e vulnerabilidade.

“Hoje temos uma Defesa Civil estruturada, independente e preparada para atender nossa população. Não há motivo para alarde, mas o decreto fortalece o trabalho preventivo e assegura a presença constante do poder público junto às comunidades”, afirmou.

O decreto contempla diversas localidades que historicamente demandam atenção durante o período de cheia, entre elas Brasileira, Boca do Jamary, Belmont, Itacuã, Pau D’Arco, Bom Jardim, Ramal da Alegria, Mutuns, Ramal São Miguel (Gleba Cuniã), Niterói, Maravilha I e II, Terra Firme, Ilha Nova, Ressaca, Conceição da Galera, Bom Fim, Santa Catarina, Pombal, Firmeza, Papagaios, Ilha de Assunção, Tira Fogo, São José da Praia, Boa Vitória, Lago do Cuniã e Fortaleza do Abunã.

A Prefeitura segue monitorando o nível do Rio Madeira e reforça que a população pode acionar a Defesa Civil a qualquer momento, em caso de necessidade.

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