
Convenções estaduais confirmam candidaturas próprias de MDB e PT ao Senado e ao Governo, encerrando negociações para uma aliança nas eleições de 2026
Já no PT, a aliança com o MDB implodiu. Como os emedebistas decidiram oficializar Pedro Abib como candidato e não fecharam com o seu possível parceiro, os petistas também se sentiram no direito de lançar candidatura própria ao Senado. Ou seja, oficializaram Expedito Netto ao Governo e voltaram a trazer Luciana Oliveira para uma das duas cadeiras senatoriais, além de Ayres Mota, do Partido Verde.
A política é realmente complexa. Durante a semana, acordos trazidos pelos bastidores da nossa política e que teriam vindo de cima para baixo, ou seja, dos diretórios nacionais, praticamente garantiam Confúcio Moura como candidato único ao MDB e do PT ao Senado. Obviamente que a contrapartida seria o MDB não lançar candidato ao Governo e apoiar Expedito Netto. Como não fez, os acordos verbais foram rompidos.
Pelas atas das convenções, MDB e PT seguirão caminhos diferentes, embora o candidato do presidente Lula em Rondônia, confirmado por várias fontes, seja mesmo o seu amigo e parceiro Confúcio Moura.
No pós convenção do PT, outro problemão. Os petistas escolheram Luiz Teodoro, que é candidato do Psol ao Governo, como vice de Netto. Seria o óbvio, não fosse um detalhe: o Psol não foi consultado e emitiu nota oficial contestando o acordo. Teodoro topou, mas o seu partido não.
A esquerda também tem Neidinha Suruí, do PSB, para concorrer às cadeiras senatoriais.
Por Sérgio Pires
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