Silvia rompeu com a própria federação? Ou apenas antecipou o inevitável?



Na política, há um velho ditado que atravessa gerações: todos admiram a traição quando ela lhes beneficia, mas poucos perdoam o traidor quando chega a sua vez de ser traído.

A presidente estadual do Progressistas em Rondônia, Silvia Cristina, parece ter decidido abandonar qualquer preocupação com as aparências.

Nos últimos dias, sua agenda política passou a chamar atenção não apenas pelo que faz, mas principalmente por onde faz. Enquanto preside um dos principais partidos da federação, Silvia tem sido vista participando de lançamentos e atos políticos de candidatos ligados a partidos rivais e a grupos que fazem oposição aos aliados naturais de sua própria legenda.

A pergunta inevitável é: qual projeto político Silvia realmente representa hoje?

Seu lançamento de pré-candidatura ao Senado já havia provocado estranheza, pois contou com a presença de um pré-candidato ao Governo pertencente ao campo político adversário.

Agora, a sequência de participações em eventos promovidos por partidos concorrentes amplia a percepção de que a presidente estadual do PP caminha em direção distinta daquela esperada de quem conduz uma legenda.

Silvia construiu sua trajetória iniciando a vida pública no PDT. Ao longo dos anos, migrou para um campo político mais à direita e, agora, passa a ser vista dividindo palanque com grupos que, em muitos casos, caminham em sentido diverso da própria federação partidária.

Mais do que uma mudança ideológica, o que chama atenção é a sucessão de sinais políticos.


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