
Atividade de soltura de pipas no “Murão da Zona Leste” estaria ocupando a via pública, provocando danos à iluminação e colocando motoristas, motociclistas, ciclistas e os próprios participantes em situação de risco
Moradores dos bairros Três Marias, Fortaleza e de outras comunidades do entorno da Rua Capão da Canoa, entre a Rua Liberdade e a Avenida Mamoré, em Porto Velho, estão pedindo providências das autoridades municipais diante dos transtornos registrados, principalmente aos finais de semana, durante a concentração de pessoas para a prática de soltar de pipas no local conhecido como “Murão da Zona Leste”.
Segundo relatos encaminhados à reportagem, a atividade de lazer, que conta com a participação de adultos, jovens e crianças, estaria ultrapassando os limites do terreno utilizado pelos pipeiros e avançando para a própria Rua Capão da Canoa.
A situação estaria provocando dificuldades para a circulação de veículos, motocicletas, bicicletas e pedestres. Moradores afirmam que, aos finais de semana, a via fica tomada por pessoas e veículos estacionados de maneira irregular, obrigando motoristas e motociclistas a redobrarem a atenção para evitar acidentes.
Iluminação pública já teria sido danificada duas vezes
Um dos principais problemas apontados pelos moradores é o dano provocado à rede de iluminação pública.
De acordo com os relatos, os postes e equipamentos de iluminação instalados recentemente na região já teriam sido atingidos por linhas utilizadas na soltura de pipas. Em menos de 30 dias, a fiação teria sido cortada em duas ocasiões, deixando parte da Rua Capão da Canoa às escuras.
A situação gera preocupação entre os moradores, principalmente porque a interrupção da iluminação aumenta os riscos para quem precisa utilizar a via no período noturno.
Além dos prejuízos ao patrimônio público, existe também a preocupação com as chamadas linhas de cerol e linha chilena, que podem representar risco grave para motociclistas, ciclistas e pedestres.
Motociclista relata situação de perigo
Um dos moradores relatou à reportagem que quase sofreu um acidente ao passar pelo local com sua motocicleta após uma linha ficar presa no veículo.
Situações como essa aumentam a preocupação da comunidade, principalmente diante do movimento intenso registrado aos finais de semana.
Os moradores ressaltam que não são contra a prática de soltar pipas e reconhecem o direito das famílias e dos jovens de utilizarem o espaço (dentro do Murão) para lazer. A reclamação, segundo eles, está relacionada à ocupação da via pública e aos riscos e prejuízos decorrentes da atividade.
Pedido é para que a atividade fique restrita ao terreno
Segundo os moradores, o terreno lateral conhecido como “Murão” teria sido disponibilizado e preparado justamente para que os praticantes pudessem desenvolver a atividade de lazer.
A reivindicação é para que os participantes permaneçam dentro da área (MURÃO) destinada à soltura das pipas e mantenham a Rua Capão da Canoa livre para o trânsito.
A comunidade também pede que os organizadores da atividade contribuam para orientar os participantes e que os órgãos responsáveis pela fiscalização atuem principalmente nos finais de semana, quando a concentração é maior.
Moradores cobram fiscalização
A população também chama a atenção das autoridades municipais para a necessidade de fiscalização no local.
A preocupação não envolve apenas motoristas e motociclistas. As próprias crianças e adultos que participam da atividade ficam expostos ao trânsito quando ocupam a pista, aumentando o risco de acidentes.
Os moradores defendem que medidas preventivas sejam adotadas antes que ocorra uma ocorrência de maior gravidade.
A Rua Capão da Canoa é utilizada diariamente por moradores, trabalhadores, entregadores por aplicativo, caminhoneiros, motociclistas e ciclistas, que precisam ter garantido o direito de circulação com segurança.
Comunidade faz alerta
Diante dos problemas relatados, os moradores fazem um apelo aos pipeiros, organizadores e autoridades competentes para que encontrem uma solução que permita a continuidade da atividade de lazer sem comprometer a segurança pública, a iluminação e o direito de ir e vir da população.
A comunidade reforça que não é contra soltar pipas, mas defende que a atividade seja realizada dentro do espaço destinado para esse fim, sem bloquear a via pública e sem provocar danos à estrutura de iluminação.
O alerta é especialmente direcionado aos finais de semana, quando o movimento aumenta na região. Para os moradores, a prevenção e a fiscalização são fundamentais para evitar que um momento de lazer termine em acidente ou em prejuízos ainda maiores para a população.
A reportagem fica à disposição dos órgãos responsáveis e dos organizadores da atividade para registrar eventuais esclarecimentos sobre a situação.
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