
Outros casos suspeitos estão em investigação; agência reforça vacinação dos rebanhos e alerta produtores sobre os riscos da doença
A Agência de Defesa Sanitária Agrossilvopastoril de Rondônia (Idaron) confirmou três casos de raiva em animais de propriedades rurais de Jaru, na região central de Rondônia. Outros casos suspeitos continuam sendo investigados e aguardam resultados de exames laboratoriais.
A raiva é uma doença causada por vírus e pode atingir animais e seres humanos. Nos rebanhos, a transmissão ocorre principalmente por meio de morcegos hematófagos, que se alimentam de sangue.
Além dos impactos para a atividade pecuária, a doença representa um risco à saúde pública por ser uma zoonose, ou seja, uma enfermidade que pode ser transmitida dos animais para as pessoas.
Primeiro caso foi identificado após alerta de produtor
Segundo a Idaron, o primeiro caso confirmado surgiu depois que um produtor rural comunicou a presença de um animal que apresentava sinais neurológicos.
O animal morreu e uma amostra foi coletada e encaminhada para análise laboratorial. O exame confirmou a presença do vírus da raiva.
As pessoas que tiveram contato com o animal, incluindo o produtor e um funcionário da propriedade, receberam vacinação antirrábica preventiva, conforme orientação das autoridades de saúde.
Vacinação é obrigatória em propriedades próximas aos focos
Após a confirmação dos casos, equipes da Idaron intensificaram o monitoramento das propriedades rurais da região e reforçaram a orientação para que os produtores mantenham a vacinação dos rebanhos atualizada.
Em um raio de até três quilômetros dos focos confirmados, a vacinação contra a raiva é obrigatória para os mamíferos. A medida inclui uma dose de reforço após 30 dias.
A vacinação é considerada pela agência a principal estratégia para prevenir a doença, proteger os animais e reduzir os riscos de transmissão para a população.
Produtores devem comunicar suspeitas
A Idaron orienta os produtores a comunicar imediatamente qualquer suspeita de animal apresentando alterações que possam indicar a presença da doença.
Entre os sinais de alerta estão:
- Agressividade;
- Dificuldade para andar;
- Salivação excessiva;
- Mudanças repentinas de comportamento;
- Outros sinais neurológicos.
A recomendação é que ninguém tente tocar ou manipular animais doentes ou mortos. Ao identificar uma situação suspeita, o produtor deve acionar a Idaron para que as equipes especializadas realizem a avaliação e adotem as medidas sanitárias necessárias.
Tags
Destaque