“Pitoresca e perigosa”: Samuel Costa acusa Marcos Rogério de despreparo e diz que proposta de policiais temporários coloca Rondônia em risco


Pré-candidato ao Governo de Rondônia pelo PSB afirma que proposta pode enfraquecer a segurança pública e defende concursos, valorização profissional e reforço do efetivo policial

Porto Velho, RO - O candidato ao Governo de Rondônia pelo PSB, Samuel Costa, criticou duramente a proposta apresentada por Marcos Rogério envolvendo a contratação de chamados “policiais temporários”. Para Samuel, a ideia revela confusão entre funções administrativas temporárias e a atividade policial operacional e pode representar um risco para a segurança da população.

Segundo Samuel Costa, a proposta é “tacanha, improvisada e pitoresca” e não enfrenta de maneira estrutural os problemas da segurança pública de Rondônia.
“Marcos Rogério disse, em alto e bom tom, que esses temporários seriam treinados. Mas treinados para fazer o quê?”, questionou Samuel.

O candidato do PSB argumenta que existe uma diferença fundamental entre a contratação temporária para funções administrativas ou de apoio e a atuação direta no policiamento ostensivo, preventivo ou repressivo.
“Uma coisa é contratação temporária para funções administrativas ou de apoio. Outra, completamente diferente, é colocar pessoas em patrulhamento ostensivo, preventivo ou repressivo, atividades que exigem formação, carreira, experiência e preparação permanente”, afirmou.

Para Samuel, o enfrentamento às facções criminosas e ao crime organizado exige o fortalecimento das instituições existentes, com servidores efetivos, formação continuada, melhores condições de trabalho e presença permanente nas ruas.
“Se o objetivo é enfrentar facções e crime organizado, não existe atalho: precisamos de policiais concursados, valorizados, bem treinados e nas ruas”, declarou.

“Erro de projeto pode custar vidas”

Samuel Costa classificou como grave a tentativa de tratar uma contratação temporária como solução para problemas estruturais da segurança pública.
“Confundir trabalho temporário administrativo com atividade policial operacional é um erro grave. E, quando se trata de segurança pública, erro de projeto pode custar vidas”, afirmou.

O candidato também rebateu as críticas de que estaria equivocado ao questionar a proposta e afirmou que é necessário analisar tanto a declaração feita por Marcos Rogério quanto os limites legais para eventual contratação temporária.
“Se alguém está equivocado nessa discussão, não sou eu. É preciso ouvir o que o próprio candidato disse e entender o que a legislação realmente permite”, declarou.

Em tom crítico, Samuel acrescentou: “É fácil passar pano quando se defende um candidato. Difícil é defender a sociedade.”

Defesa da valorização dos profissionais

Em contraposição à proposta de contratação temporária, Samuel Costa apresentou como prioridade a valorização dos profissionais que já integram as forças de segurança pública.

O candidato citou policiais militares, policiais penais, policiais civis, bombeiros militares e socioeducadores como categorias que, segundo ele, precisam de reconhecimento, melhores condições de trabalho, formação e remuneração compatível com a responsabilidade exercida.

“Valorização se faz com ações, não com retrocessos”, afirmou.

Entre as medidas defendidas por Samuel estão a ampliação do efetivo por meio de concursos públicos, promoções, cursos de formação e aperfeiçoamento e salários dignos.

“Mais efetivo, promoções, cursos, concursos públicos e salários dignos. Respeito a quem dedica a vida para proteger a sociedade”, declarou.

Debate eleitoral deve colocar propostas à prova

Samuel Costa também afirmou que os debates eleitorais deverão ser importantes para diferenciar discursos de propostas concretas para a segurança pública.
“Marcos Rogério demonstra falta de preparo técnico. Nos debates, sem teleprompter, Rondônia saberá quem tem discurso e quem tem propostas concretas para transformar a segurança pública”, afirmou.

Para o candidato do PSB, o debate sobre segurança pública precisa abandonar soluções consideradas improvisadas e priorizar políticas permanentes de Estado, com fortalecimento das instituições, valorização dos servidores e ampliação do efetivo por meio de concursos.

A crítica de Samuel Costa coloca a segurança pública no centro da disputa eleitoral em Rondônia e estabelece um contraste entre sua defesa de concursos e valorização das carreiras policiais e a proposta de contratação temporária atribuída a Marcos Rogério.


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