Críticas ao STF reacendem debate sobre limites do Judiciário e concentração de poder no Brasil


Decisões recentes da Corte voltam a provocar questionamentos sobre o papel do Supremo, a interpretação da Constituição e os limites da atuação dos ministros

O que aconteceu no STF nesta semana, mais uma vez escancarou o que realmente está acontecendo no Brasil. É lá que se tomam as decisões que decidem a vida nacional. É lá que está o poder. Não nas mãos de quem o povo elegeu, mas nas de quem, indicados por amigos, dominam tudo, decidem tudo e colocam os brasileiros de joelhos.

Lá, a Constituição passou a ser objeto decorativo. Ministros citados em escândalos, alguns milionários, continuam julgando e decidindo como se nada estivesse acontecendo. Quando um, dois ou três deles se insurgem, a maioria prevalece e acaba com o sonho de que a verdadeira Justiça volte a ser praticada.

Os julgamentos ignoram a Constituição, que passa a ser interpretativa. Como disse o grande brasileiro Aldo Rebelo, no “STF não há lima Constituição, mas sim onze Constituições”. Uma diferente na cabeça de cada ministro.

Depois de tantos escândalos, abusos, pisoteios na Lei Maior; num inquérito das Fake News do fim do mundo; nas absurdas injustiças cometidas no 8 de Janeiro, o presidente do Tribunal, ministro Edson Fachin, quer por ordem na Casa.

Obviamente que vai empurrar tudo com a barriga. Ele faz parte da ampla maioria que trem causado tantos danos ao nosso país. E é sempre com lembrar: foi ele o relator do processo que acabou descontando Lula, condenado em várias instâncias por uma série de crimes, todos devidamente comprovados.

Os suspeitos continuam lá. Os denunciados continuam lá. Os que receberam milhões de reais do banqueiro Vorcaro continuam lá.

E o Brasil continua aqui, no atraso e sem futuro!

Por Sérgio Pires

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