Em reunião com moradores do bairro Três Marias, Fogaça faz balanço de três mandatos, critica tarifa de energia e defende Assembleia mais firme


Em reunião no bairro Três Marias, candidato a deputado estadual pelo PSD fez balanço de três mandatos, apresentou ações realizadas em Porto Velho e defendeu uma atuação mais firme da Assembleia Legislativa na defesa do consumidor

A alta tarifa de energia elétrica em Rondônia voltou ao centro do debate político durante reunião realizada na noite da última segunda-feira, dia 14, no bairro Três Marias, em Porto Velho. Na casa da liderança comunitária Mari Macedo, o candidato a deputado estadual Everaldo Fogaça (PSD) criticou o preço pago pelos consumidores e afirmou que Rondônia precisa cobrar uma relação mais justa entre a produção de energia no Estado e o valor da conta de luz.

Fogaça afirmou que, embora um deputado estadual não tenha competência para determinar sozinho o preço da energia, possui instrumentos políticos para fiscalizar, cobrar e pressionar por mudanças que beneficiem a população.

Segundo ele, Rondônia é um grande produtor de energia, mas o consumidor rondoniense continua enfrentando uma das tarifas que considera mais pesadas do país. O candidato também direcionou críticas a decisões tomadas na Assembleia Legislativa e afirmou ser contrário a medidas que, na avaliação dele, acabam transferindo a conta para o cidadão.

“O Estado tem dinheiro, falta gerenciamento”, afirma Fogaça

O candidato afirmou que o problema de Rondônia, em sua avaliação, não é falta de recursos, mas a maneira como o dinheiro público é administrado.

Fogaça também criticou benefícios e acordos envolvendo grandes empresas do setor elétrico. Ao falar sobre o consumidor comum, relatou dificuldades enfrentadas inclusive por ele próprio com a conta de energia e utilizou o episódio para defender uma postura mais rigorosa dos representantes políticos diante das concessionárias.

Apesar das críticas, Fogaça fez questão de destacar que integra o mesmo partido do governador Marcos Rocha, mas afirmou que isso não o impede de discordar de medidas adotadas pelo governo.

Contra a conta pesada para o consumidor

A crítica à energia foi acompanhada de uma defesa de maior participação do Estado nas discussões relacionadas ao setor elétrico.

Fogaça sustentou que o consumidor não pode continuar sendo penalizado enquanto grandes empresas recebem condições consideradas favoráveis pelo poder público.

Na avaliação do candidato, o deputado estadual precisa exercer o papel de fiscalização e cobrança, sem transformar o mandato em instrumento de defesa automática do governo.

Três mandatos como vereador

O encontro também serviu para Fogaça apresentar um balanço de sua trajetória política. Ele destacou os três mandatos como vereador de Porto Velho e afirmou que sua permanência no Legislativo municipal é resultado de trabalho realizado junto às comunidades.

O bairro Três Marias foi utilizado como exemplo dessa trajetória.


Fogaça contou que acompanha a região desde 2013, quando assumiu seu primeiro mandato. Na época, segundo ele, moradores procuraram seu gabinete para denunciar problemas relacionados à ocupação de uma área que poderia ser transformada em praça.

A partir daí, iniciou uma série de cobranças junto ao poder público.

O candidato lembrou que o bairro enfrentava graves problemas de alagamento, falta de pavimentação e dificuldades na estrutura de saúde. Com o passar dos anos, afirmou que diversas melhorias chegaram à região, inclusive por meio do programa Tchau Poeira, mas reconheceu que ainda existem problemas a serem solucionados.

Entre as demandas atuais, citou as ruas que ainda aguardam pavimentação, a necessidade de melhorias na educação e a implantação de uma escola estadual.

“Como deputado estadual, quero ampliar”

É justamente a experiência acumulada em Porto Velho que Fogaça utiliza como principal argumento para defender sua candidatura à Assembleia Legislativa.

O candidato afirmou que conhece as limitações de um vereador, mas também conhece o potencial de atuação de um deputado estadual.

Ele destacou que passou quatro anos à frente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), considerada uma das principais comissões do Legislativo, além de ter participado de outras comissões relacionadas à saúde, obras e demais áreas da administração pública.

Para Fogaça, essa experiência permitirá que, caso seja eleito, não precise começar o mandato aprendendo o funcionamento do Legislativo.

“Eu não vou entrar na Assembleia para aprender. Eu já sei o papel de um Legislativo. Eu sei o que um deputado estadual pode fazer e sei também o que ele não pode fazer.”

Saúde, cultura, esporte e terceiro setor

Durante a reunião, o candidato também apresentou ações desenvolvidas ao longo dos mandatos em áreas sociais.

Ele citou recursos destinados à cultura, à Associação das Mães dos Autistas (AMA), ao Núcleo de Apoio à Criança com Câncer (NACC), às Irmãs Marcelinas e a projetos esportivos.

Fogaça destacou ainda o apoio a jovens de Porto Velho que participaram de competições no estado de São Paulo e mencionou ações voltadas ao jiu-jitsu.

A defesa do terceiro setor também apareceu como uma das bandeiras que pretende levar para a Assembleia Legislativa.

Do bairro Três Marias para Rondônia

A reunião teve ainda um caráter de prestação de contas. Fogaça afirmou que muitas das ações apresentadas aos moradores são resultado de demandas recebidas diretamente das comunidades.

Ao mesmo tempo, defendeu que uma eventual eleição para deputado estadual permitirá ampliar esse trabalho para os demais municípios de Rondônia.

O candidato afirmou que atualmente mantém articulação política em 21 cidades do Estado, além de Porto Velho, levando seu nome e suas propostas para diferentes regiões.

A estratégia, segundo ele, é transformar a experiência acumulada na capital em uma atuação estadual, mantendo o contato direto com moradores e lideranças.

Ao longo do encontro, o candidato também defendeu uma postura independente no Legislativo. Disse que pretende apoiar o governo quando as medidas forem positivas para Rondônia, mas fazer oposição ou cobrança quando entender que determinada decisão prejudica a população.

Para Fogaça, o eleitor precisa avaliar o histórico dos candidatos e não trocar seu voto por benefícios momentâneos.

O discurso no Três Marias terminou com um chamado para que os moradores acompanhem a atuação dos políticos e cobrem resultados.


Assessoria

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