Rosimari promete ampliar creches e criar rede de proteção para mulheres vítimas de violência


Candidata a deputada federal pelo PSB afirma que mulheres precisam de estrutura para trabalhar, estudar e criar os filhos com segurança

A ampliação da rede de creches, a criação de delegacias especializadas com funcionamento 24 horas e uma estrutura permanente de acolhimento para mulheres vítimas de violência estão entre as principais propostas apresentadas pela candidata a deputada federal Rosimari, do PSB, durante uma reunião política realizada na Zona Leste de Porto Velho. O encontro foi organizado pelas lideranças Lindomar e Valdery Diogenes.

Em um discurso direcionado principalmente às mulheres, Rosimari defendeu que a maternidade não pode significar o abandono dos estudos ou do trabalho. Segundo ela, muitas mães deixam de buscar emprego, capacitação e formação profissional por não terem com quem deixar os filhos.

“Mulher nenhuma pode, deve fazer isso, parar de trabalhar e parar de estudar para cuidar do filho”, afirmou.

A candidata destacou a necessidade de ampliar a oferta de creches em diferentes regiões da capital, principalmente com atendimento em tempo integral e, quando necessário, no período noturno.

Rosimari citou como exemplo a dificuldade enfrentada por mães que vivem na Zona Leste e precisam se deslocar até a Zona Sul para encontrar atendimento para os filhos.

“Precisamos construir mais creches para que essa mulher vá trabalhar sabendo que seu filho está em segurança. À noite, ela possa voltar a estudar, dar continuidade aos seus estudos ou fazer um curso de capacitação”, declarou.

Experiência como mãe solo

Durante a reunião, a candidata também relatou uma experiência pessoal para reforçar a proposta. Ela afirmou que foi mãe solo e precisou interromper os estudos e o trabalho para cuidar dos filhos.

“Eu passei por isso. Eu fui mãe solo. Meus filhos estão aqui hoje, adultos, mas eu tive que parar de estudar e parar de trabalhar”, contou.

Para Rosimari, a falta de uma rede de apoio continua sendo um dos principais obstáculos para muitas mulheres. Ela defendeu a criação de estruturas públicas capazes de atender tanto as crianças quanto as mães.

A proposta inclui um centro integrado de atendimento, reunindo profissionais de diferentes áreas, como médicos, fisioterapeutas e terapeutas.

“Precisamos de um centro integrado onde essa mãe vá procurar um médico, um fisioterapeuta, uma terapeuta, ter todos os tipos de cuidado, tanto para o filho quanto para a mãe. Porque a mãe também precisa de cuidado”, afirmou.

Delegacias 24 horas e atendimento humanizado

Outro ponto de destaque no discurso foi o combate à violência contra a mulher. Rosimari defendeu a implantação de delegacias com atendimento 24 horas e uma estrutura especializada para receber vítimas de agressão.

“Precisamos de delegacias 24 horas. Precisamos de um atendimento humanizado para essas mulheres”, disse.

Segundo a candidata, mulheres que procuram ajuda após sofrerem violência precisam encontrar um ambiente preparado para acolhê-las, sem constrangimento ou julgamento.

Ela também defendeu que o atendimento seja realizado, sempre que possível, por profissionais capacitados para lidar com casos de violência contra a mulher.

Rosimari relatou ainda ter recebido relatos de mulheres que teriam sido mal atendidas após procurar ajuda.

“Eu tenho relato de uma pessoa que foi e saiu de lá humilhada. Foi humilhada. Não podemos deixar isso acontecer”, afirmou.

Casa de acolhimento para mulheres e filhos

A candidata também propôs a criação de espaços de acolhimento para mulheres vítimas de violência que não tenham condições de retornar para casa.

Segundo Rosimari, muitas vítimas permanecem em relacionamentos violentos porque não têm para onde ir ou temem pela segurança e pelo futuro dos filhos.

“Precisamos também de um local de acolhimento para essas mulheres. Muitas vezes a mulher não sai de casa porque não tem para onde ir, não tem com quem ficar, não tem com quem ficar com seus filhos”, declarou.

Para ela, o poder público precisa oferecer condições para que a mulher possa romper o ciclo de violência sem precisar escolher entre a própria segurança e a permanência dos filhos.

Ao encerrar sua fala, Rosimari fez um apelo às mulheres vítimas de agressão para que procurem ajuda e denunciem os casos de violência.

“Mulheres, eu peço, eu imploro para vocês: o alto índice de feminicídio está muito alto. Não podemos normalizar isso. Não podemos. Isso não é normal”, afirmou.

A candidata encerrou defendendo que o relacionamento deve representar parceria, respeito e proteção, e não violência.

“Quando nós mulheres casamos, queremos ter filhos, queremos ser amadas. Ele tem que ser a tua voz”, declarou.


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