Jaime Bagattoli pede que transportadoras liberem caminhoneiros para votar no segundo turno


Senador de Rondônia afirma que milhões de caminhoneiros podem estar fora de seus domicílios eleitorais no dia 25 de outubro e defende ajustes nas escalas de trabalho

Em uma eleição marcada pela disputa acirrada, o senador Jaime Bagattoli (PL) fez um apelo às transportadoras para que adotem medidas que permitam aos caminhoneiros votar em seus respectivos domicílios eleitorais no segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro.

A preocupação do parlamentar está relacionada à rotina dos profissionais do transporte rodoviário, que frequentemente percorrem longas distâncias e podem estar fora de suas cidades de votação no domingo em que os eleitores voltarão às urnas.

Bagattoli defende que as empresas do setor avaliem a possibilidade de conceder folgas ou reorganizar as escalas de trabalho para que os motoristas tenham condições de retornar aos seus domicílios eleitorais e exercer o direito ao voto.

“Me dirijo às transportadoras para que estudem uma forma de garantir isso, dando folgas ou reestruturando as escalas para garantir que seus profissionais consigam votar nos seus domicílios. A classe caminhoneira é uma das maiores do país. Estamos falando de milhões de pessoas, que é um número suficiente para decidir uma eleição”, afirmou o senador.

Pedido ocorre às vésperas do segundo turno

O apelo ocorre após a definição do primeiro turno e às vésperas da nova votação, que será realizada em 25 de outubro para a escolha do próximo presidente da República.

Segundo o senador, a participação dos caminhoneiros pode ter peso significativo no resultado, considerando o número de profissionais que integram a categoria e a possibilidade de muitos estarem em viagem durante o período eleitoral.

A proposta apresentada por Bagattoli é que as transportadoras antecipem a organização das escalas para reduzir o risco de que os motoristas permaneçam trabalhando no dia da votação e, consequentemente, não consigam comparecer aos seus locais de votação.

A legislação eleitoral permite que o eleitor vote apenas no domicílio eleitoral correspondente à sua inscrição, salvo situações específicas previstas pela Justiça Eleitoral. Por isso, para os caminhoneiros que não tenham adotado outra modalidade eleitoral disponível, o deslocamento até a cidade onde estão registrados pode ser necessário para participar da votação.

Com a proximidade do segundo turno, a mobilização de diferentes segmentos da sociedade em torno da participação eleitoral deve ganhar força, especialmente entre trabalhadores que exercem atividades que exigem deslocamentos constantes pelo país.

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