
Candidata ao Senado esteve na sede da PF, em Porto Velho, acompanhada de advogados, e pediu perícia para identificar a origem e a autenticidade da gravação
Porto Velho, RO - A candidata ao Senado por Rondônia Sílvia Cristina esteve na manhã desta quinta-feira (1º) na sede da Polícia Federal, em Porto Velho, acompanhada de advogados, para solicitar uma investigação rigorosa sobre um áudio com supostas ofensas racistas que passou a circular nas redes sociais e em grupos de mensagens.
Segundo Sílvia Cristina, uma ocorrência relacionada ao caso já havia sido registrada na Polícia Federal na quarta-feira (30). A candidata afirma que o conteúdo divulgado é atribuído a um candidato ao Senado e defende que uma perícia técnica determine se a gravação é autêntica ou se houve manipulação por meio de inteligência artificial.
Durante uma coletiva realizada em frente à sede da PF, Sílvia Cristina afirmou que decidiu interromper compromissos de campanha para acompanhar pessoalmente o andamento do caso.
“Estamos aqui buscando a apuração rigorosa do áudio, com um grave crime racista contra mim, atribuído a um candidato ao Senado. A perícia é quem vai atestar se houve ou não uma manipulação com Inteligência Artificial, e quem produziu e distribuiu esse áudio criminoso e repugnante”, declarou.
A candidata também afirmou confiar no trabalho dos investigadores e dos peritos responsáveis pela análise do material. Para ela, a investigação deverá esclarecer a origem da gravação, sua autenticidade e quem teria produzido ou compartilhado o conteúdo.

O caso ocorre em meio à circulação de conteúdos relacionados à disputa pelo Senado em Rondônia. Reportagens publicadas nesta quinta-feira apontam que a campanha de Bruno Scheid, citado como sendo o candidato ao qual o áudio teria sido atribuído, questiona a autenticidade da gravação e sustenta que o material pode ter sido produzido ou manipulado com inteligência artificial.
Sílvia Cristina encerrou a manifestação dizendo que pretende manter a campanha concentrada na apresentação de propostas e no trabalho desenvolvido ao longo de sua trajetória política.
“Parei a nossa campanha para vir pessoalmente à PF para cobrar as providências legais, pois confio na polícia e na justiça, de que tudo será esclarecido e os criminosos, punidos. Vamos seguir fazendo uma campanha com propostas, mostrando nosso trabalho e nosso compromisso de fazer mais e melhor”, afirmou.
A autoria e a autenticidade do áudio ainda dependem da apuração policial e da análise pericial. Até o momento, não há confirmação pública de que a gravação tenha sido produzida pelo candidato ao qual foi atribuída.
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