Decisão da FIFA sobre Cristiano Ronaldo gera polêmica internacional e acusações de favorecimento


Suspensão de três jogos foi parcialmente convertida em pena suspensa, permitindo que o craque atue nos dois primeiros jogos de Portugal na Copa de 2026 (Foto © Reuters)

A decisão da FIFA de aplicar uma punição parcialmente suspensa a Cristiano Ronaldo provocou forte repercussão internacional e levantou questionamentos sobre possível favorecimento ao astro português. Com a medida, Ronaldo — suspenso após cartão vermelho direto na derrota para a Irlanda por 2 a 0 — poderá atuar normalmente nos dois primeiros jogos de Portugal na Copa do Mundo de 2026.

Segundo o acórdão do Comitê Disciplinar, ao qual a agência Lusa teve acesso, o jogador recebeu três jogos de suspensão, mas dois deles foram convertidos em pena suspensa durante um período probatório de um ano. Como já cumpriu o primeiro jogo no duelo contra a Armênia, está liberado para a fase inicial do Mundial.

A decisão, porém, não foi bem recebida por parte da imprensa e de ex-jogadores. No Reino Unido, o ex-atacante inglês Darren Bent classificou a medida como “nojenta” e afirmou que outros atletas não tiveram o mesmo tratamento. Ele citou os casos de Nicolás Otamendi (Argentina) e Moisés Caicedo (Equador), ambos suspensos integralmente por incidentes semelhantes.

Bent sugeriu ainda que o recente encontro entre Ronaldo e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, durante um jantar promovido por Donald Trump na Casa Branca, pode ter influenciado a decisão. “Dá para confiar neles?”, questionou o ex-jogador, acrescentando que apenas estrelas como Ronaldo e Messi teriam privilégios desse tipo. “Eles fizeram isso porque Ronaldo vende ingressos”, afirmou.

O ex-jogador também comentou sobre o desempenho do português: “Pelo que vi na Euro 2024, ele não entrega mais. Mas, quando vai para o aquecimento, as câmeras viram todas para ele. É como se tivesse saído um gol”.

O apresentador Andy Goldstein, da rádio talkSPORT, endossou as críticas e chamou a decisão de “vergonha absoluta”, destacando que a medida compromete a equidade esportiva do torneio.

Enquanto isso, a FIFA ainda não se pronunciou publicamente sobre as críticas, mantendo apenas a justificativa oficial registrada no acórdão disciplinar. Com a liberação, Cristiano Ronaldo segue como opção para a seleção portuguesa na abertura da Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México.
 
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