
Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, sumiram após sair para brincar; forças de segurança e Marinha reforçam operações na região (foto © Reprodução)
As buscas por duas crianças desaparecidas em uma comunidade quilombola no interior do Maranhão entraram na terceira semana e seguem mobilizando uma grande força-tarefa de segurança. Os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, estão desaparecidos desde o dia 4 de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, localizada no município de Bacabal.
Desde o último domingo (18), as operações passaram a contar também com o reforço da Marinha do Brasil, que atua principalmente no rio Mearim, área considerada estratégica nas buscas. Mais de 500 pessoas participam da operação, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão.
Quem são as crianças e onde ocorreu o desaparecimento
Ágatha e Allan moram com a família na comunidade quilombola de São Sebastião dos Pretos, onde vivem cerca de 250 moradores. Segundo relatos de familiares, as crianças saíram de casa para brincar na tarde do dia 4 de janeiro, um domingo, e não retornaram.
Na localidade, é comum que crianças circulem livremente entre as casas, em ruas de terra, o que inicialmente não gerou preocupação imediata.
O que se sabe sobre o desaparecimento
As investigações indicam que os irmãos estavam acompanhados de um primo, Anderson Kauã, de 8 anos, no momento em que entraram na área de mata próxima à comunidade. Anderson foi localizado no dia 7 de janeiro, a cerca de 4 quilômetros do local, por carroceiros que passavam por uma estrada de terra.
O menino foi encontrado debilitado e encaminhado a um hospital. Em depoimento, relatou que entrou na mata para procurar um pé de maracujá e que, em determinado momento, seguiu sozinho após os primos ficarem exaustos.
Relatos e indícios encontrados
Anderson também contou às autoridades que passou por uma casa abandonada e destruída dentro da mata. O local foi identificado pelas equipes de busca, e cães farejadores detectaram vestígios da presença das crianças na região.
A Polícia Civil segue investigando o caso e afirma que nenhuma hipótese foi descartada até o momento. Familiares, moradores e pessoas que possam contribuir com informações estão sendo ouvidos.
Como as buscas estão sendo realizadas
A operação envolve equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Exército Brasileiro e agora também da Marinha do Brasil. Os trabalhos se concentram na mata e no rio Mearim.
A Marinha utiliza equipamentos como o side scan sonar, que permite mapear o fundo do rio, além de embarcações do tipo voadeira e motos aquáticas. Duas aeronaves realizam sobrevoos, com apoio de drones e seis cães farejadores especializados.
Características da área de buscas
Segundo o governo do Maranhão, a região apresenta mata densa, com áreas de difícil acesso, presença de árvores de grande porte, vegetação espinhosa, trechos secos, áreas alagadas e diversos cursos d’água.
Para otimizar os trabalhos, a área foi dividida em quadrantes, monitorados por um sistema de geolocalização, que permite acompanhar em tempo real os trechos já vistoriados pelas equipes.
As buscas seguem sem previsão de encerramento, enquanto autoridades reforçam o apelo para que qualquer informação relevante seja repassada às forças de segurança.
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