Esquerda articula nome único ao Governo e Acir Gurgacz surge como principal opção


Lideranças de partidos progressistas avaliam candidatura do ex-senador como alternativa competitiva para levar disputa ao segundo turno em Rondônia

O grupo de partidos de esquerda em Rondônia avalia novas possibilidades para a disputa eleitoral ao Governo do Estado. Uma das estratégias em análise é a formação de uma frente ampla, reunindo diversas siglas em torno de um único nome, com o objetivo de levar um candidato ao segundo turno com perfil considerado progressista, mas que também dialogue com parte do eleitorado conservador e de direita.

Esse nome já é público: trata-se do ex-prefeito de Ji-Paraná e ex-senador, o empresário Acir Gurgacz.

Lideranças do MDB, PT, PSOL e de outros partidos que compõem essa frente chamada internamente de “campo progressista” defendem que o presidente regional do PDT seja o candidato ao Governo. Segundo confidenciou, nesta semana, um importante dirigente do MDB, Acir reúne características consideradas ideais para a disputa majoritária.

“Acir Gurgacz seria o nome ideal. Seria muito menos difícil ele concorrer ao Governo do que ao Senado, onde já há muitos nomes fortes disputando as duas vagas. Ao Governo, Acir seria o grande personagem”, afirmou o dirigente, sob reserva.

Apesar da movimentação nos bastidores, Acir Gurgacz mantém, até o momento, sua decisão de tentar retornar ao Senado Federal, cargo do qual saiu após o que aliados classificam como uma grande injustiça. Empresário de destaque e integrante da família proprietária do grupo Eucatur, ele possui raízes profundas em Rondônia e histórico eleitoral consistente.

Enquanto avalia os cenários, o ex-senador intensifica sua presença política: tem realizado visitas a municípios, publicado vídeos frequentes nas redes sociais e participado de entrevistas em emissoras de rádio e televisão, sinalizando um retorno ativo à vida pública.

Ainda não há definição sobre uma eventual mudança de plano. Acir não confirmou se aceitará os convites para disputar o Governo do Estado ou se seguirá firme no projeto de voltar ao Senado. A decisão final, segundo interlocutores próximos, só deverá ser anunciada mais adiante, após a consolidação do quadro político e das alianças.

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