
Governador afirma que não deixará o cargo para o vice, com quem está rompido, e diz que decisão só mudaria “pela vontade de Deus”
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, afirmou que não será candidato ao Senado em 2026 e que permanecerá no comando do Executivo estadual até o fim do mandato. A declaração foi feita durante sua primeira entrevista do ano, concedida ao programa SIC News, apresentado por Everton Leoni.
Mesmo falando com entusiasmo sobre obras em andamento, o futuro hospital de Porto Velho e os avanços do estado em áreas como saúde, educação e economia, Rocha não escondeu a frustração por abrir mão de uma candidatura considerada praticamente certa. Ainda assim, foi categórico ao afirmar que não deixará o governo nas mãos do vice-governador Sérgio Gonçalves, com quem mantém um rompimento político.
“Não vou deixar o governo na mão de quem me traiu. Se me traiu, certamente também vai trair o nosso povo”, afirmou o governador, em uma das declarações mais duras desde o início do distanciamento entre ambos.
Decisão tem apoio familiar
Segundo Marcos Rocha, a decisão de permanecer no cargo tem o aval da esposa, Luana Rocha, e do irmão, Sandro Rocha, que são cotados como candidatos nas eleições de 2026 — ela à Câmara dos Deputados e ele à Assembleia Legislativa de Rondônia. Ambos, de acordo com o governador, possuem reais chances de êxito eleitoral.
Ao optar por não disputar o Senado, Rocha reconhece que abre mão de uma eleição praticamente garantida, mas reforça que sua prioridade é concluir o mandato e entregar obras consideradas estratégicas para o estado.
Possível mudança apenas “por vontade de Deus”
Apesar de afirmar que a decisão está tomada, o governador deixou aberta uma remota possibilidade de mudança. Segundo ele, apenas um fato extraordinário poderia fazê-lo rever a escolha.
“Minha decisão tende a ser imutável, a menos que ocorra algo diferente pela vontade de Deus”, declarou.
O prazo político para uma eventual alteração no cenário vai até 4 de abril, data-limite para desincompatibilização de cargos. Até lá, Marcos Rocha garante que o martelo está batido: não disputará o Senado e seguirá à frente do Governo de Rondônia até o final do mandato.
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