
Grupo investigado por tráfico interestadual de drogas e lavagem de capitais teve penas que chegam a quase 21 anos de prisão
O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), obteve importantes condenações no âmbito da Operação Fim de Carreira, que apurou a atuação de uma organização criminosa envolvida com tráfico interestadual de drogas e lavagem de capitais. A decisão judicial foi proferida na última segunda-feira (6).
A sentença foi expedida pela 1ª Vara de Tóxicos de Porto Velho, resultando na condenação de 23 integrantes da organização criminosa, responsabilizados pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. As penas variam entre 3 anos e 20 anos e 11 meses de prisão, conforme o grau de participação de cada condenado.
INVESTIGAÇÕES E DESDOBRAMENTOS
A fase ostensiva da Operação Fim de Carreira foi deflagrada em 29 de novembro de 2023, pela Polícia Federal, com o cumprimento de mais de 62 mandados judiciais. Ao todo, foram expedidos nove mandados de prisão preventiva, 38 de busca e apreensão, além de 25 mandados de sequestro de valores.
Durante a operação, também foram apreendidos 23 veículos, duas motos aquáticas, e determinadas medidas de bloqueio de contas bancárias de seis investigados e duas empresas ligadas ao esquema criminoso. As ações ocorreram simultaneamente nos municípios de Porto Velho, Guajará-Mirim, Ariquemes, Jaru e também em Goiânia (GO).
A denúncia formal foi apresentada pelo MPRO em 6 de fevereiro de 2024, após a consolidação das provas colhidas durante as investigações.
ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA
Segundo o Ministério Público, as apurações revelaram um esquema criminoso estruturado e sofisticado, com divisão de funções entre os integrantes, voltado à distribuição de entorpecentes em âmbito interestadual e à ocultação e dissimulação de recursos financeiros ilícitos.
As diligências permitiram identificar a dinâmica operacional do grupo e comprovar a complexidade das ações empregadas para dificultar a atuação dos órgãos de fiscalização e repressão.
Em nota, o MPRO reafirmou seu compromisso com o combate ao crime organizado, destacando que continuará atuando de forma firme na defesa da ordem jurídica e da segurança da sociedade rondoniense, enfrentando práticas criminosas que causam impactos diretos à população e à economia do estado.