Economia forçada na Câmara gera temor de “seca” nas bases eleitorais


Medidas de contenção podem resultar na exoneração de mais de 250 cargos comissionados

O anúncio de corte de gastos na Câmara Municipal de Porto Velho tem gerado clima de insegurança entre servidores comissionados. A medida, com vigência inicial de 180 dias, impacta diretamente o orçamento da Casa de Leis e pode resultar em uma série de exonerações nos próximos dias.

Oficialmente, o presidente da Câmara, Gedeão Negreiros, informou que as ações de contenção incluem suspensão de novas nomeações, revisão de contratos e redução do horário de funcionamento. No entanto, nos bastidores, circula a informação de que a presidência estuda a exoneração de mais de 250 cargos comissionados como forma de adequar a folha de pagamento ao novo limite de repasse financeiro.

A previsão é de que as medidas comecem a ser aplicadas já no início do mês de março, visando manter o equilíbrio fiscal diante do novo cenário orçamentário.

Entre os vereadores, o clima também é de preocupação, especialmente em um ano eleitoral, quando parte dos parlamentares deve disputar vagas na Assembleia Legislativa. A possível redução no número de comissionados é vista por alguns como fator que pode impactar bases políticas e articulações.

Um servidor da Casa, comentou de forma irônica sobre a situação:

“Se a preocupação é manter os empregos, por que não reduzir os próprios salários temporariamente? Assim talvez fosse possível evitar tantas exonerações”.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre o número exato de exonerações que poderão ser efetivadas.

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