Operação Iterum destrói 29 embarcações usadas em garimpo ilegal no Rio Madeira, em Porto Velho


Ação conjunta da Polícia Federal e do Ibama apreendeu mercúrio, armas e resultou em prisões durante fiscalização no leito do rio

A Polícia Federal, em ação integrada com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), deflagrou nesta terça-feira (10) a Operação Iterum, com foco no combate à extração ilegal de ouro e a crimes ambientais praticados no trecho do Rio Madeira, no município de Porto Velho.

Durante as diligências, as equipes identificaram uma estrutura organizada de garimpo ilegal, composta por dragas, motores e balsas de médio e grande porte, evidenciando uma operação em escala industrial, distante de práticas de subsistência. Diante da impossibilidade técnica de remoção, 29 embarcações e motores utilizados na atividade criminosa foram inutilizados no próprio local, conforme previsto na legislação ambiental.

Prisões, apreensões e impactos ambientais

Além da destruição dos equipamentos, os agentes apreenderam aparelhos celulares, frascos contendo mercúrio — substância altamente tóxica utilizada no processamento do ouro — e uma arma de fogo de uso ilegal. Em razão do flagrante, dois suspeitos foram presos e conduzidos à superintendência da Polícia Federal em Rondônia para os procedimentos legais.

O garimpo ilegal no leito do Rio Madeira causa danos ambientais severos, incluindo a contaminação da água por mercúrio, degradação de áreas de preservação e prejuízos diretos à saúde e ao modo de vida de comunidades indígenas e ribeirinhas que dependem do rio para subsistência.

Ações contínuas contra crimes ambientais

A Operação Iterum integra um conjunto de ações permanentes realizadas pelas forças federais de fiscalização, somando-se às operações Leviatã, Boiúna e Hefestos, todas direcionadas ao enfrentamento do garimpo ilegal na Amazônia Legal, especialmente no Rio Madeira.

As investigações seguem em andamento e têm como objetivo identificar financiadores, operadores logísticos e integrantes da cadeia criminosa, incluindo os responsáveis pela compra e comercialização do ouro extraído ilegalmente. Os envolvidos poderão responder por crimes ambientais, usurpação de bens da União, associação criminosa, além de outros delitos que possam ser constatados no decorrer das apurações.

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