Polícia prende advogada argentina acusada de ofensas racistas em bar de Ipanema


Justiça decretou prisão preventiva após vídeos confirmarem ataques contra funcionários do estabelecimento

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta sexta-feira (6), a advogada e influencer argentina Agostina Páez, de 29 anos, após a Justiça decretar sua prisão preventiva. Ela é acusada de proferir ofensas racistas contra funcionários de um bar localizado em Ipanema, na zona sul da capital fluminense.

A prisão ocorreu no bairro Vargem Pequena, na zona sudoeste da cidade, e foi realizada por agentes da 11ª Delegacia de Polícia (Rocinha), unidade responsável pela investigação.

Em nota, a Polícia Civil informou que os crimes foram registrados em vídeo pela própria vítima e confirmados após a análise de imagens de câmeras de segurança. Segundo a corporação, testemunhas foram ouvidas e elementos técnicos reunidos permitiram o completo esclarecimento da dinâmica dos fatos.

“O trabalho investigativo foi conduzido com rigor técnico, reunindo provas suficientes para comprovar as condutas criminosas”, informou a polícia.

Entenda o caso

O episódio ocorreu no dia 14 de janeiro, em um bar localizado na rua Vinícius de Moraes, em Ipanema. De acordo com a denúncia, Agostina estava acompanhada de duas amigas quando se envolveu em um desentendimento com funcionários do estabelecimento por causa do valor da conta.

Durante a discussão, a argentina teria proferido ofensas de cunho racista, chamando um dos trabalhadores de “negro” de forma pejorativa, com o objetivo de discriminá-lo em razão da cor da pele.

Ainda segundo a Promotoria, mesmo após ser alertada de que sua conduta configurava crime no Brasil, Agostina continuou os ataques, dirigindo-se a uma funcionária com a palavra “mono” (“macaco”, em espanhol), além de fazer gestos e sons que simulavam o animal.

Após deixar o bar, a influencer teria voltado a insultar funcionários na calçada em frente ao local, repetindo expressões ofensivas contra três trabalhadores. Parte da ação foi registrada em vídeo por testemunhas e passou a integrar o conjunto de provas do processo.
 
Defesa contestou prisão

Antes de ser presa, Agostina divulgou um vídeo nas redes sociais afirmando estar com medo e classificando a decisão judicial como injusta. Ela negou risco de fuga e afirmou estar à disposição da Justiça desde o dia 1º, período em que passou a usar tornozeleira eletrônica.

“Todos os meus direitos estão sendo violados. Estou desesperada e com muito medo”, declarou.

A Promotoria, no entanto, rejeitou a versão apresentada pela defesa de que os gestos e falas teriam sido brincadeiras direcionadas às amigas. Segundo o Ministério Público, uma das acompanhantes tentou interromper as ofensas, o que demonstraria consciência da gravidade da conduta.

O caso segue em tramitação na Justiça do Rio de Janeiro.


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