
Presidente do PL defende unidade interna e sugere vice mulher para fortalecer chapa em 2026 (foto © Getty)
O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (30) que divergências dentro da família Bolsonaro podem comprometer uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República nas próximas eleições.
A declaração foi feita durante um almoço do grupo Lide, em São Paulo, liderado pelo ex-governador João Doria. Segundo Valdemar, é necessário resolver os conflitos internos para viabilizar o projeto eleitoral. “Se não resolvermos esses problemas dentro da família, o Eduardo não volta para o Brasil. Temos que ganhar as eleições”, disse.
Atualmente, há um distanciamento entre membros do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente envolvendo o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Michelle, inclusive, ainda não teria se engajado diretamente em uma eventual pré-campanha de Flávio.
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, e, de acordo com Valdemar, o retorno ao país também depende da superação dessas divergências. O dirigente partidário afirmou ainda que deve se reunir com Flávio Bolsonaro nos próximos dias para tratar do tema.
Estratégia eleitoral e composição de chapa
Durante o evento, Valdemar também defendeu a escolha de uma mulher para compor a chapa como vice. Entre os nomes citados está o da senadora Tereza Cristina, elogiada por ele como uma opção de destaque. O presidente do PL também ressaltou a atuação de Michelle Bolsonaro à frente do segmento feminino do partido.
Disputa política e cenário nacional
Valdemar comentou ainda sobre o chamado “caso Master”, afirmando que a base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não demonstra interesse em apoiar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o tema. Para ele, isso poderia indicar possível envolvimento de integrantes do governo.
Nos bastidores, aliados do campo bolsonarista avaliam que o episódio pode desgastar a imagem do governo federal e impactar o cenário eleitoral. No entanto, nomes associados ao caso até o momento incluem lideranças políticas de diferentes espectros, como o senador Ciro Nogueira e o dirigente partidário Antonio Rueda, ambos ligados ao chamado centrão.
O cenário reforça a complexidade da disputa política nacional e evidencia que, além dos embates externos, a reorganização interna será determinante para as estratégias eleitorais do PL.
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