Dos 23 vereadores de Porto Velho, apenas 9 decidiram dar continuidade na câmara municipal e recuar das eleições 2026


Entre os 23 parlamentares de Porto Velho, nove optam por não concorrer a cargos estaduais ou federais, priorizando compromissos assumidos com a população

Em meio à intensa movimentação política que antecede as eleições de 2026, um grupo de vereadores de Porto Velho decidiu seguir na contramão da maioria e não disputar novos cargos.

Ao todo, nove parlamentares optaram por permanecer na Câmara Municipal até o fim de seus mandatos, priorizando a continuidade do trabalho legislativo e o cumprimento de compromissos assumidos com o eleitorado. Entre eles, o nome que mais chama atenção é o do vereador Thiago Tezzari (PSDB), considerado um dos quadros com potencial competitivo no cenário estadual.

Enquanto diversos vereadores já se posicionam como pré-candidatos à Assembleia Legislativa, Câmara Federal e até ao Senado, parte da bancada municipal adota uma postura de cautela — e, em alguns casos, de coerência com o discurso apresentado durante a campanha eleitoral de 2024.

O caso de Thiago Tezzari é emblemático. Com forte presença popular e crescente capital político, o parlamentar era apontado como um dos nomes com reais chances na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO). No entanto, ele decidiu permanecer no cargo de vereador.

Em entrevista anterior ao quadro Café na Redação, do site Agência Rondônia, Tezzari foi direto ao justificar sua decisão:
“Eu fiz promessas durante minha campanha para vereador, e preciso cumprir com quem me confiou o voto”.



A fala reforça uma postura alinhada à responsabilidade política e ao compromisso com o mandato, em um cenário onde a troca de cargos é comum.

Outro nome que segue a mesma linha é o do vereador Dr. Santana (PRD). Mesmo com sua popularidade em alta e potencial eleitoral competitivo, ele optou por não entrar na disputa em 2026, sinalizando foco na atuação legislativa e na entrega de resultados no âmbito municipal.

Além deles, também ficam fora da corrida eleitoral os vereadores Wanoel Martins (PSD), Júnior Queiroz (PSD), Macário Barros (União Brasil), Adriano Gomes (Avante), Gedeão Negreiros (PSDB), Edmilson Dourado (União Brasil) e Pastor Bruno Luciano (PL).

A decisão desse grupo revela uma divisão clara dentro da Câmara Municipal: de um lado, parlamentares que buscam ampliar sua atuação para o cenário estadual e federal; de outro, aqueles que optam por consolidar suas bases políticas e fortalecer a atuação local.

A escolha de Thiago Tezzari, em especial, evidencia um movimento que pode ganhar força no eleitorado: a valorização de políticos que cumprem integralmente seus mandatos.

Em tempos de alta rotatividade e de disputas antecipadas, a permanência no cargo pode representar um diferencial estratégico e ético.

Analistas políticos avaliam que essa postura tende a fortalecer a imagem do vereador junto à população, consolidando sua credibilidade para futuras disputas — possivelmente em um cenário ainda mais favorável.

Com o avanço das articulações partidárias e a proximidade do calendário eleitoral, o cenário político de Porto Velho segue em constante transformação. Ainda assim, a decisão desses nove vereadores já se destaca como um dos movimentos mais simbólicos desta pré-temporada eleitoral.

A tendência é que, ao longo dos próximos meses, o eleitorado passe a observar não apenas quem entra na disputa, mas também quem escolhe permanecer — e por quê.



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