
Evento valoriza saberes tradicionais e promove integração cultural entre estudantes indígenas de Rondônia
O governo de Rondônia promove, entre os dias 14 e 16 de abril, a IV Mostra Estudantil de Arte e Cultura Indígena – Maloca 2026, reunindo estudantes indígenas de diversas regiões em uma programação voltada à valorização dos saberes e tradições culturais.
A abertura oficial acontece nesta terça-feira (14), às 16h, no Teatro Palácio das Artes, em Porto Velho. A partir de quarta-feira (15), as atividades seguem no Escola Estadual Major Guapindaia, com apresentações artísticas, momentos interativos e palestras, nos períodos da manhã (8h às 12h) e da tarde (14h às 18h).
Na quinta-feira (16), a programação será realizada em diferentes pontos históricos do centro da capital, com tour pedagógico voltado à educação patrimonial. Também estão previstas oficinas formativas no auditório da Universidade Federal de Rondônia (Unir Centro) e no Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CCDH), nos turnos da manhã e da tarde.
Ao longo da mostra, os participantes terão acesso a exposições de trabalhos estudantis, performances interativas, oficinas pedagógicas e exibições audiovisuais, promovendo experiências culturais e educativas. As atividades são voltadas à comunidade escolar, incluindo estudantes, professores e familiares.
Valorização cultural
O evento contará com a participação de representantes de 16 municípios e localidades de Rondônia, reunindo estudantes de aproximadamente 30 etnias indígenas, o que evidencia a diversidade cultural do estado.
O governador Marcos Rocha destacou a importância da iniciativa como ferramenta de valorização cultural e educacional. “A mostra fortalece a diversidade e as políticas públicas voltadas aos povos indígenas. A Maloca é um espaço de reconhecimento, onde os estudantes podem expressar sua identidade e manter vivas as tradições dentro do ambiente escolar”, afirmou.
O titular da Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (Seduc), Massud Brada, ressaltou o papel da ação na construção de uma educação mais inclusiva. Segundo ele, a iniciativa contribui para o fortalecimento do respeito às diferenças e para a promoção do diálogo intercultural nas escolas. “Estamos trabalhando para garantir que todos os estudantes se sintam representados e valorizados em sua cultura e história”, pontuou.
Entre as etnias participantes estão Aikanã, Amondawa, Arara, Arikapú, Aruá, Cinta Larga, Gavião, Jaboti, Kampé, Kanoe, Karipuna, Karitiana, Kaxarari, Kwazá, Makurap, Mamaindê, Negarotê, Oro Jowin, Oro Mon, Oro Nao, Oro Waram, Oro Waram Xijein, Puruborá, Sabanê, Suruí, Tawandê, Tupari, Uru Eu Wau Wau, Wajuru e Zoró.
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