
Mandados de busca, apreensão e bloqueio patrimonial miram organização suspeita de crimes fiscais e estelionato
A Polícia Civil do Estado de Rondônia deflagrou, nesta terça-feira (28), uma operação destinada ao cumprimento de aproximadamente 40 medidas cautelares, incluindo mandados de busca e apreensão, além de ordens de constrição patrimonial, com o objetivo de desarticular um esquema estruturado de atuação criminosa.
As investigações apontam para a existência de uma organização criminosa envolvida na prática de diversos delitos, entre eles crimes de natureza fiscal e estelionato, sem prejuízo de outras infrações que ainda seguem em apuração.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo atuava de forma coordenada e utilizava mecanismos considerados sofisticados para lesar vítimas e ocultar valores obtidos de forma ilícita.
O prejuízo estimado ultrapassa R$ 10 milhões, evidenciando a dimensão dos danos causados e a complexidade da estrutura criminosa investigada.
As medidas adotadas têm como finalidade não apenas a coleta de provas, mas também a interrupção das atividades ilícitas e a recuperação de ativos, buscando reduzir os prejuízos suportados pelas vítimas.
Durante o cumprimento das diligências, a Secretaria de Estado de Finanças (Sefin) também presta apoio técnico à operação, acompanhando mandados em alvos específicos, incluindo estabelecimentos do setor frigorífico.
O foco da atuação conjunta está na obtenção de documentos e informações relevantes para o aprofundamento das investigações.
Segundo os levantamentos iniciais, há indícios de supressão de ICMS relacionados aos fatos apurados, motivo pelo qual o material arrecadado será submetido à análise fiscal.
A apuração busca esclarecer as condutas praticadas, quantificar o eventual prejuízo tributário e identificar os responsáveis pelas possíveis infrações fiscais e patrimoniais.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam em andamento e poderão resultar na identificação de novos envolvidos, além do aprofundamento das responsabilidades penais e patrimoniais dos investigados.
A corporação reforçou que o trabalho segue com foco no combate ao crime organizado e na responsabilização de grupos que atuam de forma estruturada para causar prejuízos ao setor público e à sociedade.
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