
Licença ambiental deve destravar cronograma da construção, orçada em mais de R$ 421 milhões, encerrando uma espera histórica de mais de 120 anos
A construção da ponte internacional entre Brasil e Bolívia, ligando Guajará-Mirim ao país vizinho, finalmente avança e pode ter início ainda este ano, encerrando uma espera histórica de mais de 120 anos e atendendo uma antiga reivindicação da população da região de fronteira.
A obra, inicialmente orçada em R$ 421 milhões, já está autorizada e representa um marco importante para a integração econômica, comercial e social entre os dois países.
Entre os fatores que atrasaram o cronograma estavam alterações no projeto original, solicitadas pelo governo boliviano, além da demora na emissão da licença ambiental — uma das etapas mais sensíveis e burocráticas do processo.
Segundo informações repassadas pelo Ministério dos Transportes a autoridades e empresários da região, a licença ambiental já teria sido liberada, o que abre caminho para o início efetivo das obras, desde que não haja novas ações judiciais que possam provocar embargo.
Obra foi oficializada em agosto de 2025
A oficialização da construção aconteceu no início de agosto do ano passado, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e diversas autoridades federais, estaduais e municipais.
Agora, cerca de oito meses depois, a expectativa é de que todos os detalhes técnicos e administrativos da fase pré-construção estejam concluídos, incluindo a disponibilidade de recursos financeiros para o início dos trabalhos.
A ponte é considerada estratégica para fortalecer a logística da região Norte, ampliar o fluxo comercial com a Bolívia e impulsionar o desenvolvimento econômico de Guajará-Mirim e de toda a região fronteiriça.
Empresa de Rondônia pode participar da construção
Outra notícia positiva é a possibilidade de participação de uma empresa rondoniense na execução da obra.
A Madecon, conhecida por atuar em grandes projetos de infraestrutura no estado, pode integrar o consórcio responsável pela construção da ponte internacional.
A empresa já participou de obras importantes em Rondônia, como os viadutos de Porto Velho e a cabeceira da ponte sobre o Rio Madeira, na BR-364, além de serviços relacionados à ponte do Abunã.
Caso a contratação do consórcio seja confirmada, a Madecon deverá atuar principalmente nas obras de cabeceira da nova ponte em Guajará-Mirim.
Expectativa é de conclusão em dois anos
A previsão inicial é que a ponte internacional seja concluída em aproximadamente dois anos após o início oficial das obras.
Nos próximos dias, devem ser divulgadas as datas do cronograma oficial que será seguido durante a execução do projeto.
A nova estrutura representa não apenas uma importante ligação física entre Brasil e Bolívia, mas também um símbolo de integração regional, desenvolvimento econômico e fortalecimento das relações bilaterais entre os dois países.
Tags
Destaque