Fernando Máximo defende redução da maioridade penal, garimpo legalizado e critica burocracia ambiental durante entrevista ao Resenha Política

Pré-candidato ao Senado pelo PL, deputado federal afirmou que Rondônia precisa de infraestrutura, segurança e menos “amarras” ambientais para continuar crescendo

O deputado federal e pré-candidato ao Senado Fernando Máximo defendeu a redução da maioridade penal para 16 anos, saiu em defesa do garimpo legalizado, criticou a burocracia ambiental e afirmou manter “gratidão eterna” ao governador Marcos Rocha durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira.

Ao longo da conversa, Fernando Máximo abordou temas ligados à segurança pública, infraestrutura, meio ambiente, agronegócio, conflitos fundiários e os desafios de uma eventual atuação no Senado Federal.

Logo no início da entrevista, o parlamentar minimizou o clima de disputa acirrada entre os nomes da direita em Rondônia e afirmou que prefere focar no trabalho parlamentar em vez de confrontos políticos.

“Eu não vejo disputa, não vejo briga, não vejo guerra. Eu procuro fazer o meu trabalho”, afirmou.

O deputado destacou recursos destinados para saúde, regularização fundiária, entidades assistenciais e segurança pública. Segundo ele, foram enviados recursos para compra de 200 fuzis destinados às forças policiais do estado, além de investimentos em associações de autistas, APAEs e unidades de saúde.
Redução da maioridade penal

Durante a entrevista, Fernando Máximo voltou a defender uma das pautas mais recorrentes da direita conservadora: a redução da maioridade penal para 16 anos.

Segundo o parlamentar, adolescentes envolvidos em crimes graves devem responder criminalmente caso fique comprovado que tinham entendimento sobre os atos praticados.

“As pessoas clamam isso. Muitos crimes cometidos por jovens de 16 e 17 anos que têm pleno entendimento daquilo que estão fazendo”, declarou.

Ele afirmou ainda que o debate precisa ser aprofundado no país, envolvendo avaliações psicológicas e psiquiátricas para diferenciar casos em que o adolescente teria ou não discernimento sobre o crime cometido.

Defesa do agro e infraestrutura

Fernando Máximo também defendeu investimentos em infraestrutura como prioridade para Rondônia, citando especialmente a situação da BR-364 e a necessidade de abertura de estradas vicinais para integração de microrregiões do estado.

“O estado de Rondônia precisa muito de infraestrutura. Isso é fundamental”, afirmou.

O deputado ressaltou ainda a força do agronegócio rondoniense, destacando a produção de soja, milho e carne bovina. Segundo ele, Rondônia possui uma das carnes de melhor qualidade do país e terras altamente produtivas.

“O homem do campo quer estrada e ponte. Se você dá isso para ele, ele produz, gera emprego, gera renda e aumenta a arrecadação do estado”, disse.

Garimpo legalizado e debate ambiental

Um dos momentos mais tensos da entrevista ocorreu durante o debate sobre garimpo e meio ambiente. Fernando Máximo defendeu a exploração mineral legalizada e criticou o que chamou de “alarmismo” em torno da atividade garimpeira.

“O garimpo gera muito emprego e renda em Porto Velho e no estado de Rondônia”, afirmou.

Questionado sobre os impactos ambientais e contaminação por mercúrio, o deputado reconheceu que a substância é prejudicial à saúde, mas argumentou que existem mecanismos modernos para reduzir os danos ambientais.

“O mercúrio faz mal para a saúde, sem dúvida. O que eu estou dizendo é que não há esse alarme todo de que o garimpo está jogando tanta quantidade de mercúrio nos rios”, declarou.

Durante a discussão, Robson Oliveira contrapôs o parlamentar citando estudos acadêmicos sobre contaminação de peixes e populações ribeirinhas na Amazônia.

Críticas a órgãos ambientais e ONGs internacionais

Fernando Máximo também criticou a atuação de órgãos ambientais federais, especialmente em casos envolvendo embargos rurais, exploração madeireira e conflitos fundiários.

O deputado afirmou que produtores rurais enfrentam demora excessiva para defesa administrativa e acusou órgãos ambientais de prejudicarem atividades produtivas legalizadas.

“Você não pode deixar paralisar uma fazenda durante quatro ou cinco anos sem dar direito de defesa”, disse.

Ele ainda criticou organizações internacionais e países europeus, afirmando que parte das pressões ambientais contra o Brasil teria motivação econômica.

“Isso é retaliação comercial”, declarou.

Apesar das críticas, o parlamentar afirmou ser contra novos desmatamentos na Amazônia.

“Sou contra desmatar mais do que já está desmatado”, afirmou, defendendo, porém, o uso produtivo das áreas já abertas.

Senado, STF e representação de Rondônia

Ao falar sobre o Senado Federal, Fernando Máximo afirmou que pretende atuar além das pautas ideológicas e disse que Rondônia precisa de representantes focados em desenvolvimento econômico, infraestrutura e melhoria dos serviços públicos.

Ele também comentou sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), defendendo que qualquer cidadão brasileiro deve responder por eventuais violações da Constituição.

“Ninguém pode estar acima da Constituição Federal”, declarou.

Durante a entrevista, o deputado evitou adotar um discurso de enfrentamento direto ao Judiciário, embora tenha reafirmado alinhamento com pautas conservadoras.

Relação com Marcos Rocha

Fernando Máximo também falou sobre sua relação política com o governador Marcos Rocha, de quem foi secretário estadual de Saúde durante a pandemia.

Segundo ele, apesar dos atuais alinhamentos políticos distintos, a relação de respeito e gratidão permanece.

“O governador me deu uma oportunidade. Gratidão é eterna”, afirmou.

O deputado disse ainda que nunca falará mal de Marcos Rocha e relembrou o período da pandemia como um dos momentos mais difíceis e importantes de sua trajetória pública.

Pautas conservadoras

Ao encerrar a entrevista, Fernando Máximo pediu orações aos apoiadores e reafirmou posicionamentos ligados à direita conservadora.

O parlamentar afirmou travar “guerras espirituais” em Brasília contra pautas como aborto, ideologia de gênero nas escolas e liberação das drogas.

“São pautas importantes para mim”, concluiu.

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