
Relatórios técnicos apontaram rachaduras, infiltrações, riscos elétricos e falta de acessibilidade em unidades da Polícia Civil
O Ministério Público de Rondônia instaurou, por meio da 26ª Promotoria de Justiça, um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades na estrutura física de três delegacias da Polícia Civil de Rondônia localizadas na região da capital.
A investigação foi aberta na última quinta-feira (21) e envolve a 9ª Delegacia de Polícia do distrito de Extrema, a Delegacia de Itapuã do Oeste e a unidade policial de Candeias do Jamari.
O procedimento é conduzido pelo promotor de Justiça Dandy Jesus Leite Borges, titular da 26ª Promotoria de Justiça, após análise de relatórios técnicos elaborados pelo Núcleo de Análises Técnicas (NAT), que identificaram diversos problemas estruturais nos prédios.
Segundo o MPRO, o objetivo do inquérito é verificar as condições de funcionamento das delegacias e adotar medidas que garantam segurança, acessibilidade e condições adequadas para servidores e população atendida.
Relatórios apontam falhas estruturais
De acordo com os documentos técnicos, foram constatados pisos quebrados, rachaduras em paredes, sinais de umidade, infiltrações e danos em telhados e forros das unidades vistoriadas.
As inspeções também identificaram riscos nas instalações elétricas, incluindo fios expostos e ligações improvisadas, além da ausência de itens básicos de segurança, como extintores de incêndio e sinalização de emergência.
Na delegacia de Candeias do Jamari, o relatório apontou ainda ausência de acessibilidade adequada, incluindo falta de banheiros adaptados para pessoas com deficiência.
Falta de estrutura compromete atendimento
Os relatórios do NAT também destacaram dificuldades operacionais enfrentadas pelas unidades policiais.
Na delegacia de Extrema, foram relatadas deficiências de internet, equipamentos e viaturas utilizadas nas atividades policiais.
Já em Itapuã do Oeste, a unidade funciona com número reduzido de salas e banheiro em condições consideradas precárias.
Em Candeias do Jamari, segundo o MPRO, os próprios servidores realizam a limpeza do prédio. Também foram identificados ambientes com mau cheiro e setores sem iluminação adequada.
MPRO acompanhará situação
Com a instauração do inquérito civil, o Ministério Público passará a acompanhar o caso e reunir novas informações sobre as condições das unidades.
A instituição poderá adotar medidas administrativas e judiciais para garantir melhorias estruturais e assegurar que as delegacias ofereçam condições mínimas de funcionamento, segurança e atendimento à população.
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